Quem pretende comprar um imóvel e precisa de financiamento para arcar com parte do pagamento encontra uma grande variedade de opções de crédito à disposição nos bancos. Entre as opções, as diferenças estão nas condições de pagamento, como as taxas de juros cobradas, a duração dos contratos e o valor máximo do imóvel que pode ser financiado.
  As inovações legislativas aliadas ao ambiente econômico favorável são ingredientes de uma fórmula que resultou num grande impulso aos financiamentos, que tiveram um aumento de 96% no volume registrado em 2007, em comparação a 2006, segundo balanço divulgado em janeiro deste ano pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Os números mostram que as novas contratações de crédito imobiliário - com recursos da caderneta de poupança, que é o mais utilizado - atingiram R$ 18,3 bilhões no ano passado e continuam crescendo sem parar.
  Diante deste cenário de diversidade de opções e disponibilidade de recursos, é fundamental não se esquecer que financiamento imobiliário significa tomar dinheiro emprestado, e assim sendo, deve ser planejado e avaliado com muita cautela.
  Embora pareça redundante, é fundamental frisar, pois não conseguir arcar com o empréstimo (devido ao número de parcelas, valor da prestação, etc.) resultará na perda das prestações já pagas e do tão desejado imóvel, ou no mínimo, muito incômodo pela frente. Por isso é fundamental analisar e escolher muito bem não só um imóvel que caiba no seu bolso, como também a forma como ele se tornará seu.
  Como toda escolha que envolva assumir um compromisso de pagamento por um período de tempo considerável, o interessado deve fazê-la tendo sempre em mente a sua capacidade de pagamento, avaliando a disponibilidade aceitável de comprometimento da sua renda. Toda esta avaliação pessoal será novamente conferida pelo banco escolhido, através da análise da documentação pessoal do interessado no financiamento.
  Como sempre, o gerente responsável pelo financiamento será o seu contato direto com o banco. Este indivíduo deve lhe passar muita confiança e transparência, portanto, caso não esteja satisfeito, não permaneça sob a orientação deste profissional, pois isso poderá lhe custar caro. O gerente deverá lhe deixar a par de todo o procedimento e etapas que culminarão com a liberação do dinheiro (crédito), mas lembre-se: não é ele quem decide se o seu crédito será ou não aprovado.
  Aqui vão algumas dicas práticas que serão úteis para garantir a sua tranqilidade durante o procedimento de obtenção do crédito imobiliário:
- em cada etapa, solicite a lista completa dos documentos que deverão ser providenciados e os apresente todos de uma vez, mediante recibo assinado pelo gerente responsável
- não efetue qualquer pagamento a imobiliárias ou proprietários particulares antes da avaliação do imóvel, avaliação da documentação do imóvel e da avaliação jurídica que são feitas pelo próprio banco
- leia atentamente toda a documentação que lhe for entregue
- se não compreender algum ponto, peça explicações ao gerente responsável e se mesmo assim a dúvida persistir, não se sinta na obrigação de aceitar as explicações e assinar sem compreender adequadamente e, neste caso, consulte um advogado de confiança.

Hélio Roberto Linhares de Oliveira é advogado do escritório Pedroza Advogados Associados

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