Arthur Thomas ganha Centro de Educação Ambiental
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segunda-feira, 22 de março de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Suporte para o Conselho Municipal de Meio Ambiente; sala de aula dentro de uma área de preservação ambiental. Com essa concepção, foi inaugurado ontem à tarde o primeiro Centro de Educação Ambiental de Londrina, instalado no Parque Arthur Thomas com uma área construída de 120 metros quadrados e capacidade para platéias de até 50 pessoas.
Iniciada em dezembro do ano passado e avaliada em R$ 110 mil, a obra é uma das medidas do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público (MP) e o pool de combustíveis, que em 2001 poluiu o Ribeirão Lindóia com um derramamento de quase 100 mil litros de óleo diesel. Entre as demais medidas estão o pagamento de R$ 1,5 milhão à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que destinou o dinheiro para o futuro Jardim Botânico de Londrina, e o repasse de R$ 1,3 milhão à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (Fauel), que vai investir na recuperação da mata ciliar do Rio Jacutinga.
Para o prefeito Nedson Micheleti (PT), a construção do Centro deve apoiar ações de educação ambiental na medida em que funcionará como sede do Conselho Municipal. ''É dele que partirão as políticas públicas de proteção ao ambiente e a missão de tornar a educação ambiental algo constante, não apenas restrita às escolas'', destacou. Segundo a secretária executiva do Conselho, Maria Aparecida Zanatta, o fato de o órgão passar a contar com um local próprio para agir dota as atividades até de mais responsabilidade, uma vez que o espaço abrigará pequenos cursos, palestras e exposições ambientais. ''Uma boa educação ambiental muda culturas e comportamentos negativos; este será nosso papel'', apontou.
Por sua vez, o promotor de Defesa do Meio Ambiente, Eduardo Matini, considerou que o Centro ''não recupera o dano causado no passado, mas é uma forma de compensar a sociedade''. Sociedade que, na opinião dele, ainda não conta com uma consciência ecológica plenamente desenvolvida. ''As pessoas denunciam mais quando vêem algo errado, mas muitas ainda fazem inúmeras ligações de esgoto clandestinas que danificam a rede fluvial'', exemplificou.


