Artest inaugura quiosque no Aeroporto
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quarta-feira, 01 de outubro de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Artesãos de Londrina e região, ligados a Associação de Artesanato & Estilo (Artest), ganharam ontem um ponto de venda especial: um quiosque no saguão do Aeroporto José Richa dará visibilidade ao artesanato regional. Conforme a designer Denise Mucci, coordenadora da associação, uma centena de produtos já está sendo comercializada no local desde ontem.
A Artest reúne 400 artesãos que já participam de feiras internacionais de decoração. ''A idéia do quiosque é atender ao público que vem de fora e que antes não tinha um local para comprar uma lembrança londrinense de qualidade'', justificou Denise, reforçando que é a própria associação que irá custear a manutenção do estande no Aeroporto.
Reciclagem dá o tom dos trabalhos, feitos em madeira, papel, vidro, jornal e até filtro de café. Jóias que combinam osso, chifre e madeira com prata e bijuterias de cerâmica estampada em renda brasileira completam as vitrines, que também mostram origamis feitos em papel reciclado e tecido e itens fabricados com seda pura. Esculturas de jornal trazem o tema etnias, com peças inspiradas nas culturas japonesa e árabe.
Conforme Denise, para fazer parte da Artest, o artesão passa por uma triagem. Se aceito, o artista deve seguir uma normativa, que inclui o pagamento de taxas mensais e anuais, as quais dão direito a uma página no site da associação e um espaço na vitrine do quiosque, no Aeroporto, além da participação em feiras internacionais.
''Como o espaço no estande é limitado, haverá um rodízio entre os artesãos. O quiosque servirá de termômetro para sabermos qual produto dá certo'', disse Denise.
''Se o retorno for negativo, faremos um trabalho de adequação do produto'', completou a coordenadora da Artest, lembrando que hoje, os artesãos produzem em série. ''Falamos sempre em volumetria e na importância da embalagem. O único diferencial está no uso de produtos naturais.''
Ainda segundo Denise, a associação prepara os artesãos para serem futuros empresários. ''Eles têm que viver do artesanato. Hoje temos artistas individuais, associados, grupos familiares e até micro-empresários.''
''Antes da Artest a manufatura de Londrina era considerada de quinta categoria. Começamos do zero, há quatro anos e meio, e mudamos essa realidade'', opinou Denise.
Com o apoio da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e do Ministério do Turismo, a Artest irá qualificar 120 artesãos do Norte do Paraná com cursos nas áreas de cerâmica, madeira e papel.
Associada da Artest há dois anos, a artesã londrinense Gisele Torrecillas era só orgulho, na manhã de ontem, ao ver seus sabonetes preparados a base de mel na vitrine do quiosque, no Aeroporto. ''É uma oportunidade única de mostrar meu trabalho e que Londrina tem potencial para produzir artesanato de qualidade.''
Produtora de mel, Gisele resolveu aproveitar a matéria-prima nos sabonetes ao perceber a aceitação dos amigos e familiares. ''Procurei a associação para obter a visibilidade que sozinha não tinha. Mostrar o produto é um começo que futuramente pode ser convertido em vendas.''


