Os artesãos de Londrina decidiram que não vão deixar as praças Rocha Pombo e Floriano Peixoto (área central) mesmo depois de a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) garantir, através de um termo de compromisso, a encontrar um local definitivo para eles até o final da atual administração. A decisão foi tomada no início da noite, depois de uma reunião da categoria, acompanhada pelo vereador Carlos Bordin (PP). ''Queremos a revitalização do local com barraquinhas padronizadas para que a gente possa ficar lá'', disse o presidente da associação dos artesãos da praça Marechal Floriano Peixoto (Uniflor), Demindo Florentino.
A postura dos artesãos deixou surpreso o assessor de relações comunitárias da CMTU, Pastor Carlos Xavier. Segundo ele, a categoria havia concordado e até acertado alguns detalhes para a criação do Centro de Referência do Artesanato de Londrina, batizado de Cereal, em uma reunião realizada ontem, no início da tarde. A prefeitura se comprometeu a encontrar um local definitivo para os artesãos e, enquanto isso, eles ficariam em um prédio alugado no centro da cidade.
''Vou conversar com o Sella (Wilson Sella, presidente da CMTU) porque a posição deles está contrária ao que a gente tinha pré-acordado nas duas últimas reuniões. Eles retrocederam ao que eles mesmos tinham decidido'', observou. Xavier afirmou, porém, que a permanência deles ''está fora de cogitação''. Uma nova reunião estava marcada para segunda-feira com o prefeito Nedson Micheleti (PT) para formalizar o acordo, mas deve ser cancelada.

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