Artesãos reagem à intenção da CMTU e se recusam a sair da praça
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sábado, 18 de janeiro de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O Shopping Popular (localizado na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso) será inaugurado oficialmente hoje, às 10 horas, pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). Antes, os camelôs farão uma carreta pelas ruas centrais de Londrina. Esse acontecimento promete encerrar o problema dos 316 ambulantes que vendiam suas mercadorias nas avenidas Leste-Oeste e São Paulo (área central).
Porém, novos impasses foram travados ontem. Em reunião com os artesãos que vendem suas mercadorias na praça Marechal Floriano Peixoto (ao lado da Catedral), o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, quer a retirada deles. Mas os artesãos não pretendem deixar o local.
''Só saímos daqui com a polícia tirando porque temos documentos, estamos registrados'', enfatizou a presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto, Rita de Cássia Alencar. Ela alegou que trabalha no local há 22 anos, e que os artesão comercializam seus produtos lá há 28. Ao todo, existem 27 artesão na praça. ''Ele (o Sella) quer alugar uma sala para colocar a mercadoria de todo mundo. Um barracão onde todos vão trabalhar juntos. Assim não funciona'', reclamou Rita.
Sella informou que os alvarás dos artesãos não estão atualizados e que mais de 50% das pessoas que trabalham na praça não são artesãos mas apenas comercializam os objetos. ''A idéia é implantar um centro de excelência em artesanato. O objetivo do município é melhorar a situação deles e resolver o problema da praça'', explicou.
E a questão não encerra aí. Além do impasse com os artesão, a CMTU tem outra batalha pela frente. Muitos ambulantes trabalhavam sem alvará na avenida São Paulo e agora, com o fechamento do camelódromo, foram obrigados a se retirarem do local. O presidente do Sindicato dos Ambulantes, José Ladislau, disse que todas as pessoas que tinham carrinho de lanche em volta do terminal urbano tiveram que deixar o local. ''Se (CMTU) quer tirar que pelo menos dê um prazo para o pessoal poder vender a mercadoria. Queria que tivesse alguma consideração, tem que arranjar um lugar para pôr essas pessoas.''
Sella disse que a companhia está analisando a situação. ''Eles estavam irregulares lá. Vamos encontrar uma alternativa, mas não no centro da cidade. Talvez no próprio bairro onde eles moram'', apontou.
Na Avenida São Paulo não há mais carrinhos de camelôs. Mas alguns ainda vendem passes de ônibus e cigarros, mesmo sem autorização. A avenida foi recapeada e sinalizada ontem. Na segunda-feira, ela deve ser reaberta para trânsito de veículos. Na Leste Oeste, as calçadas estão limpas.


