Artesãos querem incrementar feira do Feita a Mão
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segunda-feira, 08 de novembro de 2004
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
Um passeio pelo Calçadão, área central de Londrina, nas manhãs de domingo pode render mais que uma descontraída caminhada. Barracas com artesanato, roupas, bolsas, bijuterias acessórios, objetos de decoração e ainda doces, pães, massas e geléias tomam conta de quase toda a extensão do Calçadão. É a Feira do Feito a Mão que, no período das 9 às 14 horas se coloca como uma boa opção para quem procura novidades e presentes originais.
Instalada desde junho, a feira vem a cada semana aumentando o número de barracas, variedade de produtos, e conquistando novos clientes. Como é o caso das artesãs Caroline Lourenço, que trabalham com bordados e bolsas; e Elza do Rocio Siqueira, que oferece peças em madeira. Ontem, elas, como vários outros artesãos instalados entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro, participavam da feira pela primeira vez e não escondiam as expectativas. Caroline já participou de outros eventos e gosta da oportunidade de venda que o espaço oferece. ''Não temos custos e isso nos dá mais condições de expor nosso trabalho''.
''Queremos atingir aqui o mesmo status da Feira do Largo da Ordem'', diz o artesão Luiz Carlos, referindo-se à famosa feira de artesanato que ocorre há mais de 30 anos no Centro Histórico de Curitiba. Em seu ponto de venda, o artesão oferece diversas e criativas opções de bonecos de porta. Apesar da pretensão, ele reclama que o movimento é fraco e, como os demais feirantes, espera por melhoras no período das compras de Natal. ''O londrinense ainda não descobriu a feira''.
''O público é maior quando terminam as missas da Catedral'', completa o artesão Diego Unica Alcala. Ele trabalha com a arte da marcheteria ornamentando as tampas de caixinhas de madeira e pequenos baús. A técnica que utiliza é a ''taracea'' que, como explica, foi criada pelos árabes e dá mais requinte às peças. Além de ser um bom local de venda a feira, para ele, está promovendo também o respeito das pessoas pelo trabalho do artesão.
A artista Marly Raduy oferece belas opções em vasos, caixas, espelhos e até peças de mobiliário ornamentadas com a técnica dos mosaicos. ''Temos peças exclusivas e originais'' garante. Ela reclama que a feira é pouco divulgada e acredita que o local poderia ser ainda mais interessante se houvesse mais opções para o público, como barracas com refeições e ainda apresentações de músicos e artistas locais. ''A cidade possuiu grupos interessantes, como o do chorinho'', sugere.
As primas Geralda Rodrigues e Valéria Rodrigues Barbosa, moradoras das zonas norte e sul respectivamente, visitavam a feira pela primeira vez e admitem que não sabiam de sua existência. Elas vieram a procura de uma liquidação numa loja da cidade e, apesar de errarem o endereço, gostaram da novidade e compraram alguns acessórios.
A dona-de-casa Raquel Pereira, grávida de cinco meses, aproveitou o passeio para comprar algumas peças para o enxoval do primeiro filho. Na barraca da artesã Matilde Fonseca ela se encantou com as opções de casaquinhos, sapatinhos e mantas. ''Adorei tudo o que vi e já virei cliente'', brinca.
Já o pedreiro Isaías Pereira, morador na zona norte da cidade, veio com a família visitar a feira. Ele conhecia o local e trouxe a sogra Marfiza Ribeiro, que é de Marília (SP). ''São trabalhos bonitos e diferentes. Tá difícil segurar o desejo de compras das meninas'' , diz, referindo-se às filhas adolescentes, Pamela e Paola.


