Artesãos protestam e voltam para a praça
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terça-feira, 22 de agosto de 2006
Guilherme Borges<br> Reportagem Local 
Quinze artesãos do Centro de Referência do Artesanato Londrinense (Cereal) pegaram os próprios artigos e os colocaram à venda na praça Floriano Peixoto, no calçadão, no Centro, na manhã de ontem. A medida, que foi tomada em protesto à falta de repasse de verbas para pagamento das contas de água e luz, durou pouco tempo, pois ainda no final da tarde, agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) acompanhados por policiais militares, estiveram no local e apreenderam as mercadorias dos artesãos que deixaram a praça. ''Há 20 dias estamos sem condições de trabalhar. Queremos trabalhar, sou pai de família'', afirmou o presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto, Roberto Rodrigues.
Na manhã de ontem, por volta das 11 horas, depois que a imprensa deixou o local, os fiscais da CMTU foram até a praça e distribuíram, a cada artesão, um aviso que pedia que suspendessem as vendas e retirassem os artigos imediatamente. Caso não cumprissem, os produtos seriam apreendidos e cada produtor pagaria multa de R$ 150,00 para retirá-los na sede da companhia.
Enquanto os fiscais notificavam os artesãos, a pouco quarteirões dali ambulantes continuavam vendendo DVDs e óculos piratas. ''Nós vendemos aquilo que produzimos, não vendemos artigos eletrônicos'', afirmava um dos artesãos aos fiscais da CMTU.
Alheias ao que acontecia, pessoas que passavam pela praça Floriano Peixoto arriscavam comprar alguns produtos. ''Eu acho que com eles na praça é melhor, porque a gente passa, olha e compra se quiser'', afirmou o estudante Gustavo Barros, que olhava colares feitos com sementes. Ele afirmou que nem sabia onde ficava o Cereal.
Em acordo com os fiscais da CMTU, Rodrigues e outros artesãos aceitaram se reunir com representantes da companhia. Após a apreensão os artesãos foram até a CMTU tentar reaver as mercadorias e cobrar uma posição da companhia.(Colaborou Fernanda Borges)


