Artesãos pedem apoio da população
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
''Se depender da Prefeitura, nós vamos ser retirados da praça'', declarou ontem o presidente da União dos Artesãos da Praça Marechal Floriano Peixoto (Uniflor), Demindo Florentino. Pressionados pelo Executivo que deu início às obras de revitalização da praça, no centro de Londrina, na última semana e quer que eles aceitem se mudarem para um prédio próximo ao local , os artesãos iniciaram ontem uma contra-ofensiva com abaixo-assinado. Hoje, eles farão um protesto no Calçadão às 13 horas e, depois, seguem até a Câmara de Vereadores.
Para o presidente da Uniflor, o apoio da população e dos vereadores pode fazer a diferença na queda de braço com a Prefeitura. Ele lembrou que existe um projeto de lei em tramitação no Legislativo, de autoria do vereador Carlos Bordin (PP), que defende a permanência dos artesãos onde estão. A proposta foi aprovada em primeira votação e existe possibilidade de ser colocada em pauta hoje.
Os artesãos estavam mais otimistas ontem em virtude do apoio que estavam recebendo da população. Segundo a Uniflor, no primeiro dia de coleta de assinaturas, o abaixo-assinado de apoio havia conseguido a adesão de mais de mil pessoas. Um cartaz esclarece a posição dos artesãos, que estão ''de acordo com a revitalização da praça, mas preservando a 'cultura' de Londrina''. Eles entendem que fazem parte da ''história da cidade''.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Wilson Sella, apontou que a reforma nas praças não ''prevê a permanência de camelôs, ambulantes nem tampouco artesãos''. ''Eles estão numa situação irregular, não autorizada e cabe apreensão (de mercadorias)'', alertou, ressaltando que a Prefeitura não pretende usar força policial para desocupar a praça.
Segundo Sella, hoje deverá ser assinado o contrato de locação do prédio. Em 30 dias, a CMTU quer fazer a inauguração do Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), na avenida Rio de Janeiro. De acordo com ele, o Centro já recebeu a adesão de cerca de 250 pessoas, pertencentes a associações de artesãos. Hoje também, será discutido o regimento interno.


