Artesãos não aceitam sair das praças
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quinta-feira, 12 de junho de 2003
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Os 42 artesãos que trabalham nas praças Rocha Pombo e Marechal Floriano Peixoto não aceitam sair das ruas para ir ao Centro de Referência de Artesanato, sugerido pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Eles se reuniram na manhã de ontem e aprovaram por unanimidade uma proposta que será entregue ao prefeito Nedson Micheleti (PT), durante audiência hoje, às 9 horas.
O Centro de Referência deve ser instalado em um prédio da avenida Rio de Janeiro, onde funcionava o Banco Econômico. Segundo o presidente da Associação dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto (Uniflor), Demindo Florentino, a proposta a ser apresentada hoje é de que as obras de revitalização das praças, que fazem parte do projeto da CMTU, sejam feitas, mas sem a retirada deles.
Florentino disse que também será proposto a padronização das barracas e garantiu que eles não vão mudar para o Centro de Referência. ''Nós concordamos que a praça está feia. As barracas estão horríveis mesmo. Nós queremos que as obras sejam feitas para ela fique bonita novamente, mas sem que a gente saia daqui. Ficamos por mais de 30 anos aqui e agora não podemos mais?'', questionou.
Na reunião de hoje com Micheleti os artesãos vão propor a realização de uma pesquisa de opinião pública sobre a permanência ou não deles nas praças. ''O certo era contratar um instituto de pesquisa e ver a opinião da população. Garanto que 80% quer que a gente fique. Eles (a CMTU) estão querendo atender o interesse de meia dúzia de pessoas'', concluiu Florentino.
Informado das decisões dos artesãos, o presidente da CMTU, Wilson Sella, reafirmou a intenção de retirá-los das praças. Ele disse que apóia a permanência dos artesãos ''apenas nos fins de semana'', se forem construídas barracas padronizadas e desmontáveis.
Sobre a proposta de uma pesquisa de opinião, Sella questionou a maneira como seriam formuladas as perguntas. ''Vamos perguntar às pessoas se elas querem manter os artesãos ou se querem ver as praças limpas e bonitas?'', interrogou. (Colaborou Vanessa Navarro)


