Um mês depois da transferência para o Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), no Centro, boa parte dos artesãos que trabalham na Praça Marechal Floriano só agora se recuperam do que eles consideram uma queda ''gigantesca'' no faturamento. Mesmo assim, garantem que ainda falta muito para estabelecer uma margem mínima de lucros no novo local de trabalho.
Temorosos, alguns preferem não discutir a decisão da Prefeitura, que argumentou que o local precisava ser revitalizado e para isso era preciso retirar as barracas da praça. A queda de 50% a 80% nas vendas verificada no Cereal, contudo, traz de volta uma realidade que, esperam os artesãos, seja revertida com as vendas de Natal.
''Caiu demais o faturamento. Eu vendia cerca de R$ 100 por dia, antes. Hoje não passa dos R$ 20. Fiquei três dias sem que ninguém comprasse nada'', disse o artesão Anacleto Ribeiro, 51. Em situação parecida, o colega Roberto Rodrigues de Moraes, 45, comenta que não vende nem metade do que obtia na Praça. ''O Cereal é bom, mas falta divulgação. O pessoal mal entra, pois fica com vergonha de só olhar a mercadoria, sem comprar'', explica.
Com a experiência de quem trabalha há 20 anos com artesanato, Elio Ota, de 53, reconhece benefícios na transferência, mas faz algumas ressalvas: ''Aqui temos mais higiene, mais segurança; não adianta querer discutir. Mas, como londrinense, espero que o Poder Municipal cumpra o que prometeu em relação à praça''.

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