Artesãos expõem produtos em espaços alternativos
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terça-feira, 02 de março de 2004
Camilla Rigi<BR>Reportagem Local 
Redes de bambu, enfeites de ''biscuit'', bolsas e tapetes de crochê são algumas das peças que estão à venda na primeira feira de produtos confeccionados por grupos de geração de renda, patrocinados pelo Londrina Fome Zero programa municipal que combate a pobreza e incentiva a capacitação profissional. A exposição, que ocorre na área de atendimento ao público do prédio da Sanepar, na Avenida Higienópolis (Área Central), teve início ontem e prossegue até às 17 horas de hoje.
A vendedora Vanessa Feijó, 20 anos, aprovou a iniciativa. ''É interessante. A gente não costuma sair de casa para comprar artesanato, só quando vê na rua.'' Quem gostou mesmo foi o artesão Maurílio José Ferreira, 35 anos, que, em menos de três horas, conseguiu agendar quatro encomendas das peças de bambu que ele fabrica. ''A feira é boa porque as pessoas vêem, compram e depois fazem o boca-a-boca'', explica. A expectativa que os negócios melhorem é tanta, que Ferreira deixou os esporádicos trabalhos como segurança para se dedicar exclusivamente ao artesanato.
Nesta primeira feira são quatro barracas onde estão expostos o trabalho de seis grupos da Zona Norte, entre eles o ''Arte, Cor e Brilho Artesanato'' representado pelas jovens Charlene Cristina Andrade, 17 anos e Graziele Arbide, 18. ''Essa divulgação vai ajudar a melhorar a renda no final do mês'', espera Graziele.
Segundo o coordenador do Londrina Fome Zero, Roberto Gonçalves, foi a Sanepar que ofereceu o espaço, mas ele espera que outras empresas tenham a mesma atitude. ''Os grupos sabem produzir. Agora nós tentamos ajudá-los criando espaços alternativos para comercialização'', disse. Atualmente são 41 grupos cadastrados pelo programa.
O gerente metropolitano da Sanepar, Oscar Fernades, afirmou que a empresa disponibilizará espaços em outras unidades para que os grupos possam vender as peças.


