Os artesãos que ocupam o imóvel do Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), localizado na Avenida Rio de Janeiro (Área Central de Londrina), podem ser obrigados a sair do prédio nos próximos dias. A ordem de despejo já foi emitida.
A informação foi confirmada pelo oficial de justiça José Chagas, responsável pela notificação da sentença. ''A ordem de despejo existe e será cumprida à medida da conveniência do proprietário do imóvel'', explicou. Ontem, ele alertou os ocupantes do Cereal sobre a iminente desocupação.
O presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto (Uniflor), Sebastião Ribeiro de Souza, disse que a ordem judicial será cumprida. A entidade conta atualmente com 22 profissionais. ''Estamos procurando outro imóvel para abrigar apenas a Uniflor'', adiantou. Souza acrescentou que pretende contar com apoio do poder público para viabilizar o projeto no novo imóvel.
Para o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Mauro Yamamoto, o órgão pode ''ajudar a encontrar uma solução se for procurado.'' ''O poder público deseja que esses profissionais mantenham-se no mercado, mas não pode tutelar particulares'', argumentou.
A reportagem entrou em contato com o escritório de advocacia que defende o proprietário do imóvel, mas foi informada que a profissional responsável pelo caso estava em audiência até o fechamento da reportagem. A direção foi procurada pela reportagem e comentou apenas que tem conhecimento das dívidas e que a ordem judicial deve ser cumprida.
O Cereal foi criado em 2003 para abrigar os artesãos que trabalhavam nas praças Marechal Floriano Peixoto e Rocha Pombo, ambas na Área Central. Outras ONGs de artesãos também se juntaram ao empreendimento. Desavenças internas e supostas irregularidades em prestações de contas motivaram o corte do repasse oficial e agravaram a crise do empreendimento, que pode estar com os dias contados.

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