A disputa por um espaço no Calçadão de Londrina (área central) acabou provocando, ontem pela manhã, uma confusão que atraiu a atenção das pessoas que passavam pelo local. O artesão Luiz Alves da Cruz, 44 anos, conhecido como Pica-pau, resolveu voltar para o Calçadão, em frente às Casas Pernambucanas, para expor e vender seus produtos feitos com madeira.
Os fiscais da Companhia Municipal de Urbanização e Trânsito (CMTU) foram até o local tentar convencê-lo a deixar o Calçadão. Como ele resistiu, a Polícia Militar foi acionada. Segundo o assessor técnico da CMTU, João Arruda, a Prefeitura cedeu ao artesão um espaço no Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), mas ele se recusou a ocupá-lo. ''Liberamos para ele uma área na praça em frente ao Cine-Teatro Ouro Verde. Mas ele voltou para cá'', disse.
O artesão alegou que não foi para o Cereal porque o box que lhe foi cedido é pequeno para expor e fabricar novos produtos. ''Gosto de ficar em lugar aberto porque faço o trabalho para as pessoas verem'', comentou. Cruz afirmou que deixou o espaço em frente ao Ouro Verde porque o movimento estava ''fraco''. ''Tenho que sobreviver, tenho mulher e filhos para criar'', argumentou.
Com a chegada da PM, o artesão entrou em acordo com o fiscais da CMTU e concordou em ir para o espaço atrás do Coreto, também no Calçadão. Toda a mercadoria foi transportada pelos próprios fiscais da CMTU.

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