Ribeirão do Pinhal A artesã Erquília Aparecida da Rocha, de 60 anos, continua aguardando a liberação de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para reimplantar um novo desfibrilador cardioversor. Ela sofre de um tipo de arritmia cardíaca oriunda do Mal de Chagas e depende do equipamento para viver.
O drama da artesã, relatado pela reportagem da Folha no mês passado, sensibilizou os moradores de Ribeirão do Pinhal (57 km a Oeste de Jacarezinho), onde ela mora com a família há vários anos. A prefeitura da cidade conseguiu marcar a cirurgia no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, mas, de acordo com ela, os médicos do Instituto Dante Pazzanene de Cardiologia, em São Paulo, que tratam do problema de Erquília há 10 anos, não autorizaram o procedimento. ''Agradeço a atenção do prefeito e das pessoas que continuam me apoiando, mas os meus médicos de São Paulo disseram que só posso fazer a cirurgia lá'', afirmou Erquília.
Segundo ela, o instituto deu um prazo de 60 dias para realizar o reimplante, a partir do dia 18 do mês passado. O problema é que a bateria do equipamento está quase no fim. Ainda assim, segundo informações da paciente, os médicos disseram que o desfibrilador deve suportar até o dia da cirurgia.
Erquília afirmou ontem que foi orientada a reduzir os movimentos mais bruscos para evitar o desgaste da bateria do equipamento.

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