Edson MazzettoCraterasEquipe à procura de peças Umbu-Humaitá e Tupi-guarani-ItararéA identificação de sítios arqueológicos é possível através de três formas. Uma delas é o levantamento bibliográfico, com análise de outros trabalhos e documentação (no caso do Brasil, a partir do século XVI) que registra passagens e deslocamentos de contingentes humanos.
Outra maneira, no caso específico do Paraná, é a análise de fotos feitas nos anos de 50, 80 e 93, em vôos determinados pelo Estado para conferir o mapa do território paranaense. Finalmente, os arqueólogos se valem de informações dos próprios moradores.
As fotos podem indicar anomalias ou cores diferenciadas em pontos do solo, o que pode indicar a existência de aldeias no passado. Estes detalhes desaparecem em locais com vegetação alta ou terra arada com profundidade.
A bibliografia pode indicar rumos dos grupos humanos, mas é difícil estabelecer a extensão das marchas e locais de fixação de grupos esparsos. Já entrevistas com moradores dão fortes indicativos quando eles fazem referências a ‘‘pedras de raio’’ ou ‘‘potes de bugres’’ encontrados, pois geralmente tratam-se de cacos de artefatos.
No caso do Sítio Ouro Verde, a arqueóloga Cláudia Inês Parellada relata que as prospecções indicam uma faixa de ocupação humana mais antiga, com sítios formados há 8 mil anos por grupos caçadores-coletores. Os grupos estavam ligados às tradições arqueológicas Umbu e Humaitá, que são identificadas por pontas de flechas e ferramentas grosseiras. Outra ocupação, com datação de 2 mil anos, tem vestígios de populações ceramistas e horticultoras, da Tradição Tupi-guarani e Itararé.
As gravuras foram reproduzidas em plástico transparente colocado sobre as rochas (basaltos e andesitos), para que a cópia fiel seja estudada em laboratório. Ao lado das formações rochosas foram realizadas escavações em trincheiras e poços.
Na maior parte dos locais, os arqueólogos encontraram pedaços muito pequenos de artefatos de pedra, como machados, talhadores e raspadores (usados para tirar a pele de animais). Em vinte quadras, com formato de 1x1 metro, e profundidade de até 50 centímetros, apareceram fragmentos cerâmicos.
Peças de ocupações mais recentes (ceramistas) foram encontradas entre 5 e 25 centímetros de profundidade. Já entre 35 e 50 centímetros apareceram partes de pontas de flecha e ferramentas, de grupos mais antigos (caçadores-coletores).

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