Artefato suspeito mobiliza a polícia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de agosto de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Polícia Civil de Maringá abriu inquérito para apurar a responsabilidade sobre um artefato deixado na esquina da Avenida São Paulo com a Rua Joubert de Carvalho, centro da cidade, inicialmente identificado como uma bomba. O delegado José Aparecido Jacovós disse que pretende ouvir comerciantes da área para descobrir de onde partiu o telefonema avisando a Polícia Militar sobre o artefato.
Jacovós confirmou ainda que os peritos não haviam encontrado material explosivo no artefato. A mobilização de policiais civis e militares e de bombeiros parou o centro de Maringá por quase duas horas.
A Polícia Militar recebeu, por volta das 13h30, um telefonema anônimo denunciando a existência de um artefato parecido com uma bomba em uma das esquinas do centro. Os primeiros policiais que chegaram ao local identificaram uma bateria de motocicleta com vários fios enrolados parecendo uma embalagem lacrada. A área foi isolada em cerca de 50 metros, obrigando o fechamento de todo comércio em volta, inclusive parte do Shopping Avenida Center. Pelo menos 200 pessoas acompanharam a movimentação da polícia.
O artefato foi coberto por sacos de areia e a área fechada com lonas pretas. Dois policiais do Tático Móvel instalaram um cordel explosivo no artefato e o detonaram por volta das 14h45. Apenas o material usado pela polícia explodiu. O tenente Kleber Mardegan, da Polícia Militar, explicou que diante da incerteza do material existente no artefato a única opção era explodi-lo. Foram utilizados três metros cúbicos de explosivos.
A polícia não quis divulgar detalhes sobre o artefato para não incentivar novas ocorrências. O tenente Mardegan explicou que a detonação foi feita com segurança, com os policiais a 30 metros e os curiosos a pelo menos 50 metros do local. A ação, no entanto, não pôde ser fotografada e nem filmada.


