Uma linha capaz de reconstruir o mundo, restituindo-lhe o colorido e a alegria. Com esta ideia, a adolescente Letícia Malfort Soares, de 13 anos, da Escola Municipal Egydio Terziotti, do Patrimônio Regina (Zona Sul), conquistou o primeiro lugar na fase local do projeto ''Fabricando Arte'', desenvolvido em seis escolas de distritos rurais de Londrina. Outros dois estudantes foram selecionados entre os 166 participantes do município, e agora seus trabalhos concorrerão com os produzidos em outras sete cidades do País.
''Não imaginei que pudesse ganhar'', confessou Letícia, em um misto de alegria e surpresa. Graças a sua criatividade, ela agora vai ter um computador e uma impressora multifuncional em casa. A jovem e os demais participantes fizeram seus trabalhos a partir do tema ''Amanhecer: despertar para um futuro melhor''. Ela explicou que procurou mostrar - em uma tira de história em quadrinhos e uma tela - que com medidas simples de proteção ao meio ambiente é possível tornar a realidade mais colorida. ''Na minha casa nós tomamos cuidados como separar o lixo reciclável'', afirmou.
A entrega dos prêmios foi feita na última quarta-feira, na Biblioteca Pública Municipal Pedro Viriato Parigot de Souza (Centro), com participação de alunos das escolas participantes: Aracy Soares dos Santos (Irerê); Corina Mantovam Okano (Maravilha); Edmundo Odebrecht (Warta); Jadir Dutra de Souza (Selva) e Luiz Marques Castelo (Espírito Santo), além da Egydio Terziotti. O projeto foi realizado por meio de parceria da Secretaria Municipal de Educação com as empresas Geração Cultural Eventos, de São Paulo, e Tixie Toga.
De acordo com a coordenadora da iniciativa em Londrina, Alice Pedrina Zundt, o tema serviu de base para que os educadores trabalhassem comportamentos e valores junto às crianças. ''Foi uma forma de fazê-los pensar nas atitudes do dia a dia como forma de garantirmos um futuro melhor e trabalhar o processo criativo de cada um.''
Patrícia Fiorindo Quaglia, de 13 anos, fez um alerta bem humorado sobre o desperdício de água. Em sua história, o espelho dá um bronca na garota que escova dentes com a torneira aberta. ''Eu só escovo dente usando um copinho, tomo banho rápido e deixo a torneira fechada quando lavo louça'', apressou-se em contar a garota. O trabalho de Patrícia, que também estuda na Escola Egydio Terziotti, é outro que foi selecionado para concorrer na etapa nacional, por isso ela levou como prêmio um aparelho MP4.
O terceiro selecionado da etapa local foi Carlos Humberto Lazari, 13 anos, morador da Warta (Escola Edmundo Odebrecht). Ele preferiu recorrer a personagens do folclore brasileiro para mostrar que as crianças de hoje em dia têm mais medo da violência urbana do que de mitos como mula-sem-cabeça, lobisomem e saci pererê. Carlos também ganhou um novo aparelho para escutar suas músicas favoritas. Os outros alunos que ficaram entre 10 primeiros colocados foram Lucas Thierri, Uérica da Silva, Patrícia de Oliveira (Escola Egydio Teziotti), Heber Santos Barbosa, Lucas da Silva Dantas (Jadir Dutra de Souza), Lucas Pereira da Rocha e Elivelton Vieira (Luiz Marques Castelo).

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