Arte contra o vandalismo
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Érika Gonçalves Reportagem Local 
A cena é comum, em qualquer lugar. Basta um muro receber pintura nova que logo aparece uma pichação. Muros nem tão novos também são alvo e nem os monumentos públicos escapam do vandalismo. Ocupar os espaços com arte seria uma forma de evitar a pichação?
Entre os colégios, pinturas e grafites são alternativas para exercitar a arte dos alunos e tentar conter o vandalismo. Em Londrina, alunos de 18 escolas públicas e particulares estão participando do Festival Coca-Cola das Escolas e, entre outras atividades, tiveram que pintar uma parte do muro do colégio, ao mesmo tempo que puderam refletir sobre o assunto.
Na Escola Estadual Dr. Willie Davids, na Vila Casoni (área central), parte do muro já exibe o resultado de um Festival de Hip Hop, realizado no ano passado. "Os alunos trabalharam a música, aprenderam a mexer nos equipamentos de DJ mas também puderam grafitar parte do muro. Agora fizemos um novo desenho, para o concurso, usando tintas. Ficou muito bom e vamos analisar a possibilidade de pintarmos o restante", conta a diretora auxiliar Patrícia Bettini Lamberti Utiyamada.
Max Luiz Galvão e Mateus Yudi Domingues, ambos de 15 anos, participaram da grafitagem no ano passado e sabem a diferença entre arte e vandalismo. "A grafitagem envolve arte. Pegar o spray e sair desenhando qualquer coisa é vandalismo", afirmam.
As alunas Cíntia Nir Sasaki, 13, Beatriz Oliveira, 12, Gabriela Endo Ribeiro, 12, e Luana Andrade, 14, foram algumas das responsáveis pelo desenho que está representando o colégio no festival e contam que no dia seguinte à pintura alguém já tinha rabiscado por cima com giz de quadro negro. "Ainda bem que deu para limpar, não imaginamos quem tenha sido, mas ficamos com medo de alguém estragar de forma definitiva", contam.
A professora de Educação Física Magda Dutra acredita que a pintura nova acaba "chamando" os pichadores, mas afirma que desde que o grafite foi feito no muro da escola, não houve problemas.
Na zona sul, os alunos do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches também ficaram com medo de que o desenho feito no muro fosse vandalizado, o que até agora felizmente não ocorreu. Heitor Felipe Polo, de 15 anos, é um dos autores do desenho e conta que prefere as paredes com grafite. "Grafitagem é arte, pichação é vandalismo, é contra a lei. As pessoas só querem marcar território. Acho que aqui no nosso bairro tem bastante muro pichado. E se você for lá e pintar, picham novamente", reclama.
Seu colega Agner Caetano da Silva, também de 15 anos, é outro fã da arte com spray e acha que até não tem tanta pichação no bairro, mas acredita que o muro do colégio ficaria bem melhor se fosse todo pintado pelos alunos.
Esmeraldino Franco Junior, professor de Educação Física que participa com os alunos do Festival, acredita que a pintura pode ser uma forma de estimular a conscientização sobre o vandalismo. Ele afirma que a escola não sofre muito com o problema e parte disso é devido ao trabalho feito junto à comunidade escolar.
"Abrimos a escola para todos e também procuramos sempre conversar com os alunos sobre a importância de não quebrar ou rabiscar os móveis ou paredes. Agora queremos usar os outros desenhos feitos para o Festival para ilustrar o muro da escola. Foi feito um concurso interno para saber qual ilustração iria representar o colégio, temos muitas opções", conta Micaela Lentini, diretora auxiliar.
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