Arsenal da quadrilha assusta e evita reação dos vigilantes
Arsenal da quadrilha assusta
e evita reação dos vigilantes
O gigantesco arsenal de armas usado pelo grupo de assaltantes evitou que a ação resultasse em feridos ou mortos. Impressionados e assustados, os que foram envolvidos inesperadamente no assalto evitaram regir.
Portando pistolas, revólveres calibres 38, fuzis AR-15, metralhadoras semi-automáticas e até granadas, os oito homens envolvidos na operação usaram a intimidação para agir com rapidez (da interceptação do carro-forte à fuga de bimotor a quadrilha gastou apenas 20 minutos).
Foi tudo tão rápido que não tive tempo de ter medo, resume o motorista do carro-forte José Pedro Marques, 42 anos, que lembra que quando viu os dois caminhões pelo retrovisor eles já estavam muito próximos. Acredito que os dois caminhões estavam parados em alguma estrada rural, arriscou.
Segundo informações prestadas pelo caminhoneiro Celso Boni (assaltado, amarrado e enrolado em um cobertor pelo bando), os caminhões passaram a noite em um local na zona rural de Prado Ferreira, município vizinho a Florestópolis.
Quem também levou um grande susto foi o administrador da Fazenda São Francisco Antônio Bernardes, 60 anos, que foi agredido e colocado dentro do porta-malas de seu carro. Ele vinha chegando na propriedade, quando percebeu a presença dos assaltantes na pista de pouso, que fica ao lado da rodovia que liga Florestópolis a Bela Vista, e que corta a fazenda.
A pista é gramada, tem 750 metros e é usada pelo proprietário para pousar seu bimotor, além de servir a aeronaves que pulverizam as lavouras. Usadas em outras ocasiões por traficantes ou pilotos desconhecidos, a pista estava bloqueada com tambores, que foram retirados rapidamente pelos assaltantes. Eles permaneceram poucos minutos no local até serem recolhidos quase em movimento pelo bimotor, que, segundo funcionários da fazenda, sobrevoou durante 15 minutos a região.





