Maringá O número de arrombamentos em Maringá aumentou em torno de 30% neste mês. Segundo a Polícia Militar (PM), além das férias escolares, que fazem com que as famílias viajem e deixem as casas vazias, os passeios no comércio à noite também foram fatores que contribuíram para o aumento das ocorrências. Até novembro, a PM registrava em média três arrombamentos de residências por dia. Atualmente, gira em torno de quatro.
Segundo o tenente da PM Ideval de Oliveira, na maioria das ocorrências os ladrões entram nas casas pela porta dos fundos. ''As pessoas sempre acham que é preciso reforçar mais a porta da frente e acabam colocando portas mais fracas nos fundos, facilitando assim o arrombamento'', disse.
Um dos bairros atingidos é o Conjunto Tarumã, um dos mais carentes do município. As casas que ficam fechadas durante o dia porque os donos trabalham fora são os alvos preferidos dos ladrões. Televisão, video-cassete, roupas e aparelhos de som são os objetos mais roubados.
O aposentado Jairo Silva Santana mora há dois anos no Tarumã e teve a casa dele arrombada uma vez. Os ladrões levaram uma televisão 20 polegadas. Para evitar novos furtos ele aumentou o muro ao redor da casa para dois metros de altura. De acordo com a dona de casa Marilda Miné do Amaral Santos, é muito difícil encontrar uma casa no bairro que não tenha sido arrombada. ''Os ladrões entram de dia e também à noite na casa da gente; é só eles perceberem que não tem ninguém na casa'', lamentou.
De acordo com a PM, a grande dificuldade de coibir os arrombamentos no Tarumã é por causa da participação dos próprios moradores do bairro nos crimes. ''Nos demais bairros, sempre quando há uma onda de arrombamentos é intensificado o patrulhamento e as ocorrências diminuem a índices toleráveis'', afirmou o tenente Oliveira. ''Mas no Tarumã é difícil fazer este trabalho porque na maioria das vezes é o próprio morador que rouba a casa do vizinho, pula o muro e já está de volta na casa dele, sendo difícil para a polícia identificar e prender o ladrão.'' Segundo ele, vários adolescentes são detidos com frequência no Conjunto Tarumã por envolvimento nos arrombamentos, mas são liberados rapidamente.

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