De Curitiba

Albari Rosa/Folha de LondrinaOusadiaAndréa Eppinger mostra por onde os ladrões entraram em sua banca de jornais e revistas: ousadia e sofisticação das velhas técnicas para continuar roubandoArrombar fechadura e janela virou prática de ladrão amador. Os métodos de furto foram sofisticados: agora serra-se a parte inferior da porta, quebra-se parede com marreta de borracha ou invade-se a residência pelo telhado. ‘‘São alternativas cada vez mais utilizadas para evitar o acionamento dos alarmes’’, constata o diretor da empresa de segurança eletrônica Protectus, Célio Langer.
Segundo Langer, o ladrão profissional serra a parte de baixo da porta porque normalmente o alarme está ligado à fechadura. ‘‘É um meio de driblar o sistema que pode ser impedido com a instalação de um sensor nessa área da porta’’, avisa. Os sensores internos também são recomendados para detectar a quebra da parede com marreta de borracha, numa ação silenciosa.
O alarme no forro é outro modo eficaz de surpreender o ladrão mais técnico. Essa iniciativa tem garantido o fracasso de várias tentativas de furto. Uma delas ocorreu na loja de móveis Evolukit, do Centro de Curitiba, há três meses. Os ladrões escalaram o telhado e passaram ao forro, onde o alarme disparou. Eles tentaram cortar o fio do sistema, mas não deu certo.
Alertados, os proprietários da Evolukit chegaram a tempo de evitar o assalto. ‘‘Isso aconteceu às três da madrugada, mas meu sócio ficou na loja até amanhecer por medida de segurança’’, conta o microempresário Eduardo Comasetto. Os ladrões fizeram nova tentativa no início do mês. Eles invadiram uma banca de jornal vizinha pelo telhado e até destruíram parte do forro sem, no entanto, passar à loja.
Pontos e sensores internos de alarme têm custo diferente conforme o tamanho do imóvel a ser colocado sob vigilância eletrônica. Para uma casa de 200 metros quadrados, por exemplo, gastam-se de R$ 700 a R$ 1,1 mil em um sistema de segurança. ‘‘Há pelo menos 15 pontos vulneráveis nesse tipo de residência’’, justifica o diretor da Protectus. Já a proteção de um apartamento custa bem menos, R$ 350 em média.
Mioleiro - O ‘mioleiro’ é o mais novo tipo de arrombador profissional de Curitiba. Ele costuma agir assim: vai a uma imobiliária dizendo estar interessado em alugar um apartamento. De posse das chaves, ele entra no prédio e analisa o tipo da fechadura e a posição dos cômodos; em seguida, desce até a garagem para saber que morador está fora de casa; aí, escolhe o apartamento, desmonta a fechadura, furta jóias ou dinheiro e sai tranquilamente pela portaria. ‘‘Tivemos dois casos de furtos desse tipo em apartamentos do Juvevê na semana passada’’, diz o delegado Gérson Machado, da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba.

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