Estima-se que somente no Brasil mais de 200 mil pessoas sofram morte súbita por ano. Em 90% dos casos, o problema está diretamente ligado à arritmia cardíaca. Trata-se de disfunções que alteram a frequência dos batimentos do coração e que podem atingir pessoas de qualquer idade, principalmente os idosos.
''Normalmente o coração apresenta entre 60 e 100 batimentos por minutos. Esse processo é realizado por células cardíacas que geram estímulos elétricos que fazem o coração pulsar e garantem que órgão execute a circulação sanguínea e leve oxigênio para todo o corpo. Algumas disfunções podem afetar essas células ou artérias e provocar a aceleração ou lentidão das pulsações. Se o problema não for tratado, pode provocar paradas cardíacas e levar o paciente à morte'', explica o cardiologista do Centro do Coração, Willyan Nazim.
Segundo ele, entre os sintomas da arritmia estão dores no peito, falta de ar, cansaço e desmaio, além de palpitações, no caso da taquiarritmia que provoca aceleramento das batidas do coração. ''Ao perceber esses sintomas, a pessoa deve procurar um cardiologista para fazer um diagnóstico. Existem centenas de tipos de arritmia e cada uma delas exige um tipo de tratamento'', esclarece Nazim.
De acordo com o médico, o diagnóstico pode ser feito por meio de eletrocardiograma (no caso de sintomas frequentes) ou através de aparelhos que monitoram os batimentos cardíacos por determinados períodos. ''Quando a arritmia ocorre diariamente, utilizamos um equipamento chamado holter, que possui eletrodos fixados na pele e que registram os batimentos cardíacos por 24 horas'', diz o cardiologista.
''Já no caso de sintomas esporádicos é utilizado o looper, um equipamento parecido com o holter, mas pode ser usado por tempo indeterminado e pode ser acionado pelo próprio paciente no momento em que a arritmia acontece. Ao apertar um botão, o aparelho salva as pulsação ocorrida um minuto antes até dois minutos depois de acionado'', detalha Nazim.
Após diagnosticar o tipo de arritmia que o paciente está sofrendo, o cardiologista indica o tratamento que deve ser adotado. ''Conforme o caso, pode ser recomendado o uso de medicamentos ou até intervenções cirúrgicas'', destaca Nazim.
O cardiologista enfatiza que alguns fatores interferem diretamente no resultado do tratamento. ''Pacientes que já sofreram infarto têm menos chance de cura, mas isso depende da gravidade do caso e do tipo de arritmia diagnosticada'', salienta.

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