Arrependimento é o caminho de volta
Curitiba - Uma vez excomungado, o fiel da Igreja católica está afastado da comunidade religiosa. Segundo o direito canônimo (conjunto de leis do catolicismo), quem está excomungado não pode receber os sacramentos, como eucaristia, crisma, matrimônio. ''Mas se ele for à igreja ninguém vai impedi-lo de comungar'', diz dom Ladislau Biernaski, bispo auxiliar de Curitiba.
''O que existe é que comungar não é só tomar a hóstia. Há outras condições'', explica. ''Se a pessoa não está preparada para a comunhão é uma questão de foro íntimo'', adverte.
Segundo dom Ladislau, o caminho de reaproximação de um excomungado passa pelo arrependimento e reconciliação. ''Basta se confessar, reconhecer o erro'', explica. ''Para a Igreja em si o importante é a misericórdia. A nossa função é mostrar que Deus é amor, é misericórdia'', argumenta.
Dom Ladislau conta que nunca aplicou uma excomunhão. ''É cada vez mais raro. Há casos em que um líder da Igreja, assim como os juízes da justiça comum, fazem interpretações diferentes, mais severas do Direito Canônico, mas em geral a excomunhão é vista com esse viés da educação do fiel'', diz.





