Em Maringá, a cobrança da Taxa de Iluminação Pública (TIP) também é feita pela Copel e conforme levantamento da prefeitura a arrecadação é de aproximadamente R$ 5 milhões por ano. A princípio, a prefeitura não pretende abrir mão do tributo. O prefeito José Claudio Pereira Neto (PT) está em Brasília desde quarta-feira e um dos compromissos é verificar como está a questão da cobrança no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), onde tramitam processos questionando a constitucionalidade da TIP.
‘‘A arrecadação da taxa é indispensável para o município’’, diz o secretário de Fazenda, Ênio Verri. Segundo ele, a prefeitura não pode abrir mão do tributo sob pena de comprometer ainda mais os serviços públicos municipais. ‘‘O prefeito está verificando o que o município pode fazer para manter a cobrança da taxa’’, explicou Verri.
Conforme o secretário, o fim da cobrança da TIP vai representar um caos principalmente para os municípios pequenos. ‘‘Nós ainda temos outras fontes de arrecadação, mas as cidades pequenas não.’’ Segundo ele, o incentivo ao não-pagamento dos tributos pode tornar inviável a administração municipal. ‘‘Nós assumimos há três meses e encontramos uma prefeitura saqueada. Não temos muitos recursos e agora parece que ninguém mais quer pagar impostos’’, criticou.
De acordo com o assessor de imprensa da Copel, em Maringá, Dante Conselvan, ‘‘são muitos’’ os pedidos de cancelamento da cobrança. Em dez dias, a estatal deve apresentar um balanço sobre as contas já desvinculadas. Nos 108 municípios de abrangência da regional da Copel há pedidos de desvinculação. ‘‘Em alguns municípios a notícia se espalhou mais rápido e o volume é grande’’, disse Conselvan.

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