Preocupado com o atentado em Ibiporã, o gerente da TIL Transportes Coletivos, Eduardo Dias, ressalta que não é de hoje que os ônibus da empresa são alvos constantes de criminosos. Segundo ele, casos de ''arrastões'' dentro dos veículos têm sido comuns nos últimos meses e já houve, inclusive, o registro de um motorista ferido com golpes de faca por assaltantes.
Dias lembra que só nos últimos meses já foram registrados diversos boletins de ocorrência na polícia referentes a assaltos durante as paradas nos pontos localizados nas avenidas Dez de Dezembro esquina com a Brasília (Área Central) e Tiradentes (Zona Oeste).
''Eles invadem o ônibus e vão fazendo uma limpa mesmo, pedindo que entreguem tudo. O que me impressiona é o risco que estamos correndo. Além dos motoristas e funcionários, a própria população mesmo. Daqui alguns dias ninguém mais sairá de casa para usar o transporte coletivo'', desabafou.
De acordo com o gerente, o veículo era novo e estava circulando há poucos meses no trajeto Cambé-Ibiporã. O ônibus contava com sistema de acessibilidade para cadeirantes e custava mais de R$ 200 mil, segundo Dias. ''Já checamos que houve perda total porque até mesmo o chassi do veículo foi destemperado'', comentou.

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