Marcos NegriniCaminhões
da Vigilância
Sanitária
e da Funasa
recolheram
lixo, pneus
velhos e
borrifaram
inseticida
em casas
e terrenosFoi reiniciado ontem em Maringá o arrastão para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e febre amarela. Iniciado sábado, o arrastão havia sido interrompido por causa da chuva. Caminhões da Vigilância Sanitária e da Funasa recolheram lixo e pneus velhos que acumulam água e borrifaram inseticida nas casas e terrenos suspeitos de ter focos do mosquito. O trabalho deverá ser concluído hoje.
Neste ano, a Vigilância Sanitária confirmou quatro casos de dengue clássica no município, todos ocorridos em março. Segundo a chefe da Vigilância, Maria Teresa de Melo Ferreira Coimbra, de janeiro até ontem foram registrados 32 casos suspeitos de dengue. Destes, 28 foram descartados após exames no Laboratório Central do Estado, em Curitiba. Os quatro restantes foram confirmados.
‘‘Todos já se recuperaram da doença e passam bem’’, garantiu Maria Teresa. As vítimas moram nos bairros Fanenge, Santa Isabel, Monte Carlo e Mandacaru. Elas foram atendidas nos postos de saúde com febre e dor no corpo, tiveram o sangue recolhido e enviado para Curitiba. Após a confirmação, os médicos da Vigilância visitaram essas pessoas em casa, aconselhando-as a ficar em repouso.
Não existe medicação para quem for picado pelo mosquito. O próprio organismo forma, sozinho, anticorpos capazes de combater o vírus. Uma pessoa picada pelo mosquito infectado pode retransmitir o vírus da dengue para outro mosquito, criando um ciclo. Por isso, o paciente deve ficar isolado, de preferência em casa.
‘‘O número de casos confirmados em Maringá não assusta porque é reduzido, mas os moradores devem tomar cuidado e se prevenir, não deixando acumular água suja nos arredores da casa’’, diz a médica.

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