A ação conjunta de combate a criminalidade em Foz do Iguaçu realizada ontem chamou mais a atenção pelo aparato policial colocado nas ruas, na água e no ar do que pelas prisões e apreensões feitas pelos 460 policiais, agentes e guardas de 11 órgãos de segurança da cidade reunidos com objetivo de diminuir os índices de violência na fronteira.
Além do comboio de viaturas das polícias Militar, Civil, Federal e Guarda Municipal, a força-tarefa contou com apoio de barcos da Polícia Florestal no Lago de Itaipu e um helicóptero alugado para evitar eventuais fugas de bandidos escondidos em uma das seis favelas vistoriadas. A aeronave sobrevoou o centro, a periferia e áreas próximas as pontes da Amizade (Brasil/Paraguai) e Tancredo Neves (Brasil/Argentina) por mais de duas horas enquanto os policiais abordavam os suspeitos em terra.
O comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, Renato Ribeiro Peres, divulgou às 18 horas o resultado parcial da ação, iniciada às 15 horas. Segundo ele, foram abordados 60 ônibus, 330 veículos (quatro automóveis e duas motos apreendidos), seis pessoas suspeitas foram detidas (três delas com mandado de prisão expedidos pela Justiça). A Receita Federal, parceira na ação, vistoriou mais de 20 ônibus de turismo, no entanto, não havia divulgado a quantidade de apreensões até as 18 horas.
Em nota oficial divulgada ontem, o 14º BPM afirma que, nos primeiros quatros meses deste ano, o número de ocorrências policiais diminuiu em 41% em relação ao mesmo período do ano passado. Parte da redução seria consequência da união das polícias, iniciada no mês passado. Em contrapartida, o relatório ignora o total de homicídios (107), o dobro do registrado nos meses equivalentes de 2000.

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