Arrastão contra o tráfico tem 11 prisões
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sábado, 09 de dezembro de 2000
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
As polícias Federal, Civil e Militar e a Guarda Municipal realizaram ontem o maior arrastão contra o tráfico de drogas deste ano em Foz do Iguaçu. A ação envolveu 157 homens e começou às 5 horas, com batidas em pontos suspeitos de favelas, bairros e no centro da cidade.
Após quatro horas de busca, a operação resultou em 11 prisões por tráfico de entorpecentes, apreensões de 130 gramas de cocaína e maconha, de 23 pedras de crack, cinco revólveres, uma pistola, 29 balas, fardas do Exército e distintivos da PM. A polícia divulgou o nome de apenas um dos presos, detido em flagrante por porte ilegal de arma. A polícia alegou que não poderia informar os nomes, nem permitir imagens das outras pessoas em respeito à lei de tóxicos.
João Carlos Palmeira da Silva, 35 anos, foi preso porque estava sem licença de dois revólveres e uma pistola. Segundo o major Ivan Graczyk, da PM, ele é irmão de um ex-policial militar, expulso da corporação há 10 anos sob acusação de pertencer a uma quadrilha de assaltantes de bancos. Não tenho nada a ver com tráfico, só fui preso por porte ilegal, contrapôs João Carlos.
À tarde, policiais realizaram uma revista nas celas da Cadeia Pública onde estão abrigados mais de 430 presos, o dobro da capacidade com objetivo de apreender artefatos que possam ajudar em fugas neste final ano, quando cresce o número de tentivas de evasões por causa do Natal. Até o final da tarde, o resultado do pente-fino não havia sido divulgado.
As operações fazem parte do Comando Integrado de Combate ao Narcotráfico (Cicon), criado em agosto a pedido do Secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares. Desde então, os policiais fizeram um mapeamento do tráfico de drogas no município, identificando 78 pontos. Ontem, eles cumpriram 27 mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 3ª Vara Criminal. O Cicon garantiu que a mobilização vai continuar nos próximos dias. O tráfico de drogas é muito dinâmico. É difícil detectar o abrigo dos traficantes, disse o major Graczyk.


