Maringá Acabou na tarde de ontem um arrastão no comércio da área central de Maringá que resultou na apreensão de três mil pacotes (600 mil unidades) de cigarros irregulares falsificados e contrabandeados. A operação, a primeira do ano em Maringá e implementada pela Polícia Civil e pela Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF), começou na terça-feira.
Segundo dados da ABCF, o número de cigarros vendidos de forma ilegal tem crescido a uma média de 12% ao ano no Paraná. Somente em perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o prejuízo anual estimado é de R$ 32 milhões. A perda de receita de tributos federal é da ordem de R$ 43,8 milhões anuais, também de acordo com a ABCF.
No ano passado, a entidade e a Polícia Civil aprenderam mais de dois milhões de pacotes de cigarro no Estado, com exceção de Foz do Iguaçu, onde as operações diárias chegam a recolher cinco mil pacotes por dia. A pena para os crimes de contrabando ou venda de cigarro irregulares varia de dois a quatro anos de prisão.
No Paraná, são comercializados cerca de 1,8 bilhão de cigarros ilegais por ano, o que representa 30% do total de cigarros consumidos. De acordo com a ABCF, 54% da comercialização clandestina ocorre em pontos de venda formais e 46% em camelôs. No ranking nacional, o Paraná participa com 4% do volume total do comércio de cigarros contrabandeados e ilegais. São Paulo ocupa a primeira colocação, com 23% de participação.

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