Arrastão apreende três mil pacotes de cigarros
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quarta-feira, 09 de junho de 2004
Reportagem Local 
Maringá Acabou na tarde de ontem um arrastão no comércio da área central de Maringá que resultou na apreensão de três mil pacotes (600 mil unidades) de cigarros irregulares falsificados e contrabandeados. A operação, a primeira do ano em Maringá e implementada pela Polícia Civil e pela Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF), começou na terça-feira.
Segundo dados da ABCF, o número de cigarros vendidos de forma ilegal tem crescido a uma média de 12% ao ano no Paraná. Somente em perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o prejuízo anual estimado é de R$ 32 milhões. A perda de receita de tributos federal é da ordem de R$ 43,8 milhões anuais, também de acordo com a ABCF.
No ano passado, a entidade e a Polícia Civil aprenderam mais de dois milhões de pacotes de cigarro no Estado, com exceção de Foz do Iguaçu, onde as operações diárias chegam a recolher cinco mil pacotes por dia. A pena para os crimes de contrabando ou venda de cigarro irregulares varia de dois a quatro anos de prisão.
No Paraná, são comercializados cerca de 1,8 bilhão de cigarros ilegais por ano, o que representa 30% do total de cigarros consumidos. De acordo com a ABCF, 54% da comercialização clandestina ocorre em pontos de venda formais e 46% em camelôs. No ranking nacional, o Paraná participa com 4% do volume total do comércio de cigarros contrabandeados e ilegais. São Paulo ocupa a primeira colocação, com 23% de participação.


