Arrastão antidengue comprova desleixo
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sábado, 18 de maio de 2002
Lucinéia ParraEquipe da Folha 
Maringá - A operação-arrastão realizada ontem no Conjunto Bertioga, em Maringá, rendeu dois caminhões vasculantes cheios de latas, garrafas e pneus. O montante do lixo nos quintais das 800 residências do bairro foi considerado elevado, já que a Secretaria de Saúde do Município havia realizado um arrastão no local no início do ano. Isso prova que a população não está consciente da gravidade do problema, criticou o chefe da vigilância sanitária, Gilberto Pucca.
Segundo ele, a secretaria vai intensificar as medidas repressivas contra os moradores que não estão colaborando com o município no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Já notificamos e multamos 15 proprietários de imóveis que mantinham os quintais cheios de entulhos e recipientes que acumulam água, revelou.
O último caso ocorreu na semana passada quando a vigilância sanitária retirou do quintal de uma única residência sete caminhões de lixo. Neste caso foi aplicado a multa máxima de R$ 1 mil porque o proprietário foi notificado, e foi dado um tempo para que ele fizesse a limpeza do quintal, justificou.
Segundo Pucca, além do trabalho preventivo feito pelos agentes sanitários de casa em casa, a vigilância sanitária também tem realizado constantes arrastões pela cidade. Conforme Pucca, Maringá e região convive com números alarmantes de infestação do mosquito e os moradores têm que ter mais consciência deste problema. A maior preocupação é com os casos de dengue hemorrágica que começaram a surgir.
Ontem o estado de saúde da dona de casa Silvia Aparecida de Oliveira, 34, continuava grave e respirando por aparelhos. Ela está internada na UTI do Hospital Universitário de Maringá no dia 9 deste mês com suspeita de dengue hemorrágica. A doença foi confirmada no início da semana, quando Silvia Aparecida havia apresentado uma melhora passando inclusive a respirar de forma espontânea.


