Há 40 anos produzindo flores em Londrina, a família Takemura se prepara para mais um Dia das Mães. Este ano, em vez de investir no aumento da produção, eles apostaram na diversificação. O tradicional buquê de rosas vermelhas já não é o preferido dos filhos. A procura maior é pela combinação de flores, os chamados buquês mistos, arranjados delicadamente em vasos e cachepôs. ''Os compradores preferem os vasos por serem mais práticos e apresentarem maior durabilidade'', indica a produtora Rosângela Takemura.
Ela explica que o uso de cachepôs e fitas na composição de embalagens sofisticadas dão charme à flor e incrementam o valor final do produto, que pode ser vendido pelo dobro do preço. As colheitas são programadas semanalmente e a produção, em sua maioria crisântemos, é destinada aos atacados, Centros de Abastecimento (Ceasa) e supermercados da região Norte do Paraná. ''Neste fim de semana devemos colher 25 mil vasos'', contabilizou. Toda a produção vai para a loja da família, no mercado Shangri-La, em Londrina.
Segundo a produtora, o setor tem crescido bastante nos últimos tempos e o preço de um arranjo pode variar de R$ 3,50 a R$ 50, dependendo do tipo de flor utilizada na composição. ''Flor ainda é um presente em conta e que agrada a todos'', diz Rosângela.
Mesmo tendo bastante lucro com as novidades, a família não deixa de investir no tradicional. Há poucos dias, foi realizada a poda das rosas. ''Plantamos novas roseiras e aguardamos a primeira colheita para o mês que vem'', comemorou Rosangêla, lembrando que as rosas ainda são muito procuradas em datas como o Dia dos Namorados (12 de junho).
Em parceria com a Emater de Londrina, Rosângela e outros floricultores que fazem parte da Associação dos Produtores de Flores e Plantas do Norte e Noroeste do Paraná (Aflonorpa) reivindicam a ampliação do espaço destinado às floriculturas dentro do Ceasa. Ela diz que hoje, apenas quatro produtores ocupam a área. ''Somos em pelo menos 60 produtores familiares na região e já temos projetos encaminhados com o apoio do governo estadual'', declarou.
De acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, existem hoje 150 produtores de flores em todo o Estado, concentrados na região de Curitiba. O setor rende R$ 29 milhões por ano. Entre as variedades o destaque vai para as flores de chão, como tagets, pingo-de-ouro, brilhantina, amor-perfeito e sálvia, entre outras.
No Brasil, o mercado de flores e plantas ornamentais movimenta anualmente cerca de R$ 1,2 bilhão. A produção é quase que totalmente voltada ao mercado interno, mas as exportações renderam US$ 9 milhões ao País nos últimos três anos. Entre os importadores estão Estados Unidos, México e países do Mercosul.

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