Arranjar namorada não é difícil. Nem na prisão
Pedro Alves dos Santos, 31 anos, nunca recebeu uma visita da mulher na prisão - agora ex-mulher. Depois de um ano e meio - em dezembro do ano passado -, arranjou outra companheira, que o visita fielmente todos os domingos.
Apesar do isolamento, conseguir uma namorada na prisão não é impossível. Para alguns, o jeito para conhecer mulheres, que podem se tornar amigas ou namoradas, é participar de programas de rádio que possibilitam a correspondência. Para outros, simplesmente acontece.
Santos se enquadra no segundo caso. No final do ano passado, um colega mostrou a ele a foto da família, e lá estava a vizinha Alexandrina Pedro, 36 anos. Imediatamente, resolveu escrever uma carta a ela. Perguntei se ela queria fazer amizade e futuramente ficar comigo, diz Santos.
Uma semana depois, Alexandrina foi visitá-lo. Fiquei feliz de ter recebido a carta. Não acreditava, achei que era amizade e deu namoro. Hoje, faz seis meses que os dois estão juntos.
Em julho, Santos deve sair da prisão e espera reconstruir a vida com Alexandrina. Depois de visitar as famílias, tudo indica o casamento. Os padrinhos já estão até escolhidos. (A.C.)





