ARQUITETURA E HISTÓRIA - Igrejas que são referência em Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de julho de 2011
Widson Schwartz <br> Especial para a FOLHA 
As duas mais antigas igrejas de Londrina, a Presbiteriana Independente e a Metodista Central, fundadas em 1932 e 1933 respectivamente, são referências de arquitetura no Centro desde que concluíram os templos de alvenaria, quase simultaneamente, nos primeiros anos 50. Coincidentemente, em 1952, decidira-se que a igreja-matriz católica, a maior de todas, seria demolida: ''a sua estrutura não permitia a correção de seus maiores defeitos'' e daria lugar a uma nova, ''à altura do progresso de Londrina, com um estilo digno'', conforme o registro histórico.
Nesta reportagem, encerrando a série sobre edificações, as três igrejas são o tema. A Metodista, na Avenida Rio de Janeiro, será reinaugurada no próximo mês, com modificações internas, reforma na cobertura e restauração da pintura e detalhes externos.
''Mas estão preservadas as características neogóticas'', segundo o arquiteto Pedro Palma dos Santos, também autor do livro ''O Despertar da Memória Metodista Londrinense'', história da Igreja, a ser lançado com a reinauguração. O templo já havia passado por uma reforma no inicio da década de 80.
Com as visitas do pastor itinerante H. I. Lehman, a Metodista de Londrina começou em 4 de dezembro de 1933, com 27 membros; o primeiro pastor efetivo foi o reverendo Raul Gomes, procedente de Cândido Mota (SP), e a primeira escola dominical realizou-se, em 14 de janeiro de 1934, na casa do irmão Herculano Sampaio. Em 19 de março de 1933, a Companha de Terras Norte do Paraná formalizou a doação de duas datas, uma de frente para a rua Pará e outra para a Avenida Rio de Janeiro. O primeiro templo, de madeira, com 8 x 9 metros quadrados, tinha a frente para a rua Pará, ''desde 1º de janeiro de 1935''.
Com a pedra fundamental colocada em 1941, no período do pastor Ruy Carneiro Giraldes, a igreja na Rio de Janeiro foi projetada e construída a partir de 1946 pelo engenheiro civil Omar Rupp; a torre e o pavilhão ficaram prontos em 1951 e, em 1955, ainda se colocavam lustres e vidraças. ''As janelas no formato de arco ogival, o telhado íngreme, com 100% de declividade, a torre axial única e a entrada principal composta de vergas contornadas por arcos ogivais, exemplificam bem o neogótico.''


