Por volta de 1950, em sua inigualável velocidade urbana, Londrina viu surgir o primeiro arranha-céu: o Edifício Santo Antônio, residencial, na Avenida Paraná, 35. Com dez andares, afigurava-se ‘‘extraordinariamente alto’’ comparado a tudo que se verticalizara na cidade.
  Sessenta anos depois, ali não se encontra nenhum condômino pioneiro; sucessores, porém, revelam-se interessados pela história e a preservação, até sugerindo que o prédio seja relacionado oficialmente entre os símbolos londrinenses, apesar da impossibilidade de tombamento. O Santo Antônio tem duas lojas no térreo e quatro apartamentos por andar, dois de fundos e dois de frente, estes com sacada.
  No primeiro ciclo da verticalização londrinense despontou, simultaneamente ao Santo Antônio, o Edifício Autolon, com finalidade comercial. Pronto em 1951, o Autolon é a primeira expressão da arquitetura moderna de Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi na cidade e faz lembrar o ‘‘multifamiliar’’ Edifício Louveira, projetado por eles em São Paulo, construído entre 1946 e 1949 e tombado em 1992 ‘‘como bem cultural’’.
  Com sete andares, 13 salas por andar, o Autolon tem duas fachadas (leste e oeste) com áreas transparentes. Sobressaem no pavimento térreo grandes pilares em V revestidos de pastilhas, visíveis do nível do passeio através dos vãos envidraçados, daí ‘‘uma certa imponência, talvez para realçar o glamour desejado pelos proprietários para a agência de automóveis’’, presume Juliana Suzuki, autora do livro ‘‘A Arquitetura de Artigas e Cascaldi em Londrina’’.
Embora faça parte do conjunto incluindo o Cine Ouro Verde, ‘‘por motivos mal explicados’’ o Autolon foi desconsiderado pelo Patrimônio Histórico Estadual, que tombou somente o cinema.


● É o santo mais popular do Brasil, conhecido por ser o padroeiro dos pobres, santo casamenteiro, muito invocado para se achar objetos perdidos

● João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) foi um arquiteto curitibano cuja obra é associada ao movimento arquitetônico conhecido comoEscola Paulista

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