O Cal­ça­dão de Lon­dri­na, no Cen­tro da ci­da­de, é fon­te de mui­ta po­lê­mi­ca e dis­cus­são prin­ci­pal­men­te ­após o iní­cio da re­for­ma que é rea­li­za­da pe­la pre­fei­tu­ra. O ar­qui­te­to que pro­je­tou o de­se­nho for­ma­do pe­las pe­dras do Cal­ça­dão, ­Hely Brê­tas Bar­ros, diz que não con­se­gue se acos­tu­mar com o pi­so. ‘‘An­dan­do ­aqui me sin­to num sa­lão de bai­le on­de os con­fe­tes fi­cam es­pa­lha­dos pe­lo ­chão; é uma ba­ta­lha de ­confetes’’, afir­ma.
  O ar­qui­te­to lem­bra que foi cha­ma­do pe­la se­cre­ta­ria de ­Obras pa­ra que ela­bo­ras­se um de­se­nho pa­ra o pi­so. ‘‘O se­cre­tá­rio dis­se que che­ga­riam na ci­da­de ­dois vo­lu­mes de pe­dras por­tu­gue­sas, um pre­to e ou­tro ­branco’’, ob­ser­va. ‘‘Gos­to das cor­ren­tes en­tre­la­ça­das e es­ta foi a mi­nha ­proposta’’, acres­cen­ta.
  Ele lem­bra que es­ta­va em Te­re­só­po­lis quan­do ex-alu­nos lhe con­ta­ram so­bre as mu­dan­ças no Cal­ça­dão e que fi­cou mui­to cha­tea­do quan­do se de­pa­rou com o pi­so co­lo­ri­do. ‘‘Ho­je ­quem ­olha es­te Cal­ça­dão não iden­ti­fi­ca Lon­dri­na. São Pau­lo tem um pa­drão de pi­so, Co­pa­ca­ba­na tem ou­tro e Lon­dri­na tam­bém ­tinha’’, la­men­ta.
  Pa­ra o ar­qui­te­to a mar­ca da ci­da­de vai aca­bar. ‘‘­Acho que de­ve­riam ter si­do man­ti­das ­duas co­res pa­ra mar­car o ­chão’’, de­fen­deu. Ele ain­da afir­mou que a du­ra­bi­li­da­de do pi­so ­atual não po­de ser com­pa­ra­da a das pe­dras por­tu­gue­sas. ‘‘Es­te é um ci­men­to po­ro­so e sem tra­vas. Da­qui a pou­co es­ta­rá tu­do sol­tan­do.’’

● Localizado na Avenida Paraná entre as ruas Minas Gerais e Hugo Cabral, o Calçadão de Londrina foi construído em 1977 a partir de projeto do arquiteto Jaime Lerner para revitalização do centro da cidade

● Nascido em 22 de junho de 1929 no Rio de Janeiro. Entre os projetos desenvolvidos pelo carioca estão o do Terminal Urbano de Transporte Coletivo e da Avenida Leste-Oeste, inauguradas na década de 80

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