Arquitetos e estudantes querem propor soluções
Cerca de 60 pessoas, entre professores e alunos do curso de arquitetura da Universidade Estdual de Londrina (UEL) visitaram ontem o aterro do Lago Igapó 2. Eles foram avaliar a área para propor ações envolvendo a comunidade em favor da preservação do local. Somos contra a doação do aterro e consideramos absurda a proposta da área ser utilizada para exploração de particulares, fala a professora de planejamento urbano, Ângela Buckmann, coordenadora do colegiado do curso de arquitetura.
O curso de arquitetura da UEL defende a revitalização do aterro e utilização da área para atividades que não coloquem em risco o meio ambiente e ofereça uma opção de lazer gratuito para a população. Temos experiências como o espaço de lazer, caminhadas e ciclismo do Lago Igapó 2, aberto a utilização de toda a população, sem custo, diz.
O curso de arquitetura pretende se unir a outros cursos da UEL para propor um trabalho de conscientização da comunidade para preservação do aterro. As propostas deverão ser apresentadas no dia 2 de outubro, quando o curso promove o programa Áreas Verdes, dia destinado a atividades extra-classe. A coordenadora diz que o curso de arquitetura se coloca à disposição da prefeitura para realizar estudos e elaborar projetos que não agridam o meio ambiente.
A preocupação dos alunos de arquitetura parece refletir a opinião de grande parte da comunidade de Londrina. Na quarta-feira, a Folha lançou uma pergunta na Internet: Você aprova as idéias da prefeitura de Londrina de ceder o aterro do Lago Igapó 2 para empreendimentos privados?. Até às 21 horas de ontem, 35 pessoas tinham respondido a enquete. Do total, 69% são contra o projeto e 31% são favoráveis (24 pessoas disseram não e 11 disseram sim). Procurado ontem pela Folhapara comentar sobre as manifestações contrárias ao projeto, o prefeito Antonio Belinati preferiu não se pronunciar. (C.B.)





