Érika Pelegrino
De Londrina
Londrina está perdendo rapidamente a homogeneidade arquitetônica, importante na qualidade urbana e um dos elementos de preservação da história e da cultura da cidade. Segundo o professor do Departamento de Arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Humberto Yamaki, ‘‘a erosão do tecido urbano pela ‘disneylandização’ da arquitetura é um problema contemporâneo’’.
A construção de espaços onde existam equilíbrio entre a paisagem construída, as atividades desenvolvidas e a história do lugar, segundo Yamaki, são atualmente um desafio para arquitetos e planejadores urbanos. O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e o Japan Urban Design Institute (JUDI) realizam hoje no Hotel Sumatra, das 14 horas às 17 horas, o ‘‘1º Fórum de Desenho Urbano - Processos de Design e Recuperação Urbana’’, para discutir as questões da arquitetura e do espaço urbano.
Yamaki afirma que a arquitetura deve representar a técnica, a história e a cultura de uma época. Para isto é preciso preservar nas construções novas as características da arquitetura já existentes ao redor. Hoje, prevalecem, na maioria das vezes as construções que apresentam, o que Yamaki, define como ‘‘disneylandização da arquitetura’’, onde cada construção apresenta formas próprias e ‘‘inventadas’’, são as ‘‘arquiteturas de fachada’’.
Um espaço onde as novas construções apresentam características diferentes daquelas já existentes não possui homogeneidade de conjunto arquitetônico, de acordo com Yamaki, importante para tornar o lugar agradável.
Cidades tradicionais, segundo o docente da UEL, com qualidade urbana como Roma, Paris, cidades históricas brasileiras, apresentam homogeneidade no conjunto quanto a ritmo, cores, aberturas - janelas, portas - altura, respeitando a arquitetura das construções que estão ao redor.

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