Arquiteto Hely Brêtas é sepultado em Londrina
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sábado, 29 de outubro de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Dezenas de pessoas se reuniram na tarde de ontem, no saguão da prefeitura de Londrina, para prestar uma última homenagem ao arquiteto carioca Hely Brêtas Barros, que faleceu na noite de quinta-feira, no Hospital do Câncer, em decorrência do agravamento de seu estado de saúde. Barros tinha 82 anos e desde domingo estava internado no hospital. O sepultamento aconteceu no Cemitério João XXIII.
Barros teve um importante papel para a arquitetura londrinense, trabalhando como servidor municipal por 37 anos, no desenvolvimento de projetos arquitetônicos, como o desenho formado pelas pedras do Calçadão, tido com um dos cartões-postais da cidade e do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, inaugurado em 1988.
Além dessas obras, Barros trabalhou também no desenvolvimento do projeto da Avenida Leste-Oeste, inaugurada no final da década de 80; do Centro Social Urbano da Vila Portuguesa; do projeto de reciclagem do antigo Fórum que foi transformado em Biblioteca Municipal e da Biblioteca Infantil. Outro projeto que leva a assinatura de Brêtas é o quartel do 5º Batalhão da Polícia Militar, considerado como padrão para outras cidades do Paraná.
Conhecido pela facilidade com que fazia amigos, colegas de trabalho de Brêtas, com era mais conhecido, contam que era raro encontrar o arquiteto logo pela manhã sem um sorriso no rosto. ''Desde que chegou na cidade, na década de 70, a vida do Brêtas era dedicada a Londrina. Brêtas foi um grande companheiro, que marcou presença e que sempre deixará saudade por sua solicitude e pelo bom humor de todos os dias'', destaca o arquiteto João Batista Bortolotti.
''Acho que a maior lembrança que fica do meu pai, hoje, é de um homem batalhador, tanto na vida profissional, quanto pessoal. Consciente e forte, meu pai lutou até o último momento pela vida e me orgulho muito dele'', emociona-se o filho mais velho, o professor Roberto Costa Barros.
Nos último anos, Brêtas dividia seu tempo entre Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro, e Londrina. Em junho deste ano, ele esteve na cidade e concedeu uma entrevista à FOLHA para falar de suas obras e caminhou pelo Calçadão.


