O responsável técnico pela execução do Anfiteatro levantou a possibilidade de que erros nos cálculos do projeto associados à falta de manutenção do prédio podem ter provocado o acidente. Procurado ontem pela reportagem da Folha, o arquiteto Wladmir Luiz Refosco falou pela primeira vez sobre o acidente e garantiu: a Mercosul, empresa de Toledo executora da construção e da qual ele era diretor, cumpriu à risca as determinações do projeto.
''Fomos contratados exclusivamente para a execução e isso eu garanto que foi realizado da forma correta. Mandei um engenheiro à Londrina para acompanhar as perícias e ele me informou que o pilar não se moveu. Se houvesse falha na fundação, o pilar teria afundado, e não torcido. Já a quebra é normal, pois a marquise caiu por cima dele'', defendeu-se.
Negando que eventuais falhas na execução possam ter provocado o acidente, Refosco afirmou ainda que acredita em erros de cálculos associados à falta de manutenção como causas para a queda da marquise. ''Tenho informações de que o prédio não recebia qualquer tipo de manutenção há seis meses. Também já contratei um grupo pericial para refazer os cálculos do projeto. A conclusão vai aparecer em breve'', afirmou.
O projeto, ainda segundo Wladmir, teria sido elaborado por técnicos da própria universidade. A reportagem foi informada pela assessoria de imprensa da instituição de que a reitoria não se pronunciaria sobre o assunto. O prefeito do Campus, Laerte Matias, também preferiu não se manifestar. ''As hipóteses (para as causas do acidente) são todas'', resumiu o responsável pela manutenção dos prédios do campus. (A.M.)

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