Desde criança, o arquiteto Ricardo Makhoul gosta de Carnaval. Sua paixão o fazia acompanhar os desfiles das escolas de samba do Rio, todos os anos pela TV. Mas seu maior sonho mesmo era um dia poder desfilar ou ver de perto a Beija-Flor de Nilópolis, sua escola de samba preferida.
Há oito anos, o sonho do londrinense se tornou realidade. Foi por meio de contatos com amigos de infância que o arquiteto passou então a fazer parte da 1001 Noites, ala que nunca mais abandonou. ''Existe uma fidelidade muito grande entre as pessoas do grupo. São cerca de 60 a 80 pessoas. A escola como um todo é muito organizada. Nossos contatos acabam sendo durante todo ano'', comenta.
Makhoul conta que a primeira vez na Sapucaí é inesquecível, mas confessa que o Carnaval que mais o marcou foi o de 2004, quando o samba-enredo da Beija-Flor era sobre a Amazônia. ''O enredo falava muito da questão da água. Tinha um trecho assim: 'água que lava minha alma' e, naquele momento, a água da chuva caía sobre nós. A chuva começou com a escola entrando e só parou quando terminamos o desfile, foi lindo.''
Empolgado com o Carnaval deste ano, em que a Beija-Flor apresentará o samba-enredo ''Poços de Caldas, derrama sobre a terra suas águas milagrosas do caos inicial à explosão da vida água, a nave-mãe da existência'', Makhoul comenta que a emoção que ele vive na Sapucaí é inexplicável.
''Na hora que você está na concentração, esperando o momento da escola entrar, e o Neguinho da Beija-Flor grita: 'Olha a Beija-Flôr aí gente!', você se emociona. Você chora, ri'', ressalta o arquiteto, que coleciona faixas, fantasias, camisetas, discos e um grande acervo de fotos e informações sobre a escola. (F.B.)

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