Curitiba - Para o arquiteto Clóvis Ultramari, a solução para o deficit habitacional precisa ser mais ''radical''. ''Temos que ser mais ousados em projetos de habitação popular. Em países de alta densidade populacional, como a China, o investimento é em grandes conjuntos de prédios'', aponta. A construção de prédios tem a vantagem de aproveitar melhor o potencial do terreno.
O problema é que há preocupações em relação à capacidade de famílias de baixa renda de viver nesse tipo de habitação. ''Há a taxa de condomínio, que fica em torno de R$ 80 em projetos do gênero, e que é mais um custo para o morador. Temos que pensar que essa pessoa sai de um lugar em que tem 'gato' de água, de luz e vai para a moradia popular já com o compromisso de pagar o financiamento'', explica Vivian Troib, coordenadora de projetos habitacionais da Cohab de Curitiba.
Segundo ela, as pessoas têm preconceito contra prédio. ''Segundo nossos dados, 75% da população curitibana moram em casa. É uma tendência de mercado. As pessoas querem ter um terreno para uma horta, botar o carro'', diz. Além do mais, morar em apartamento tem um agravante para quem não pode pagar por um imóvel amplo: não é possível ampliar. ''Na casa a pessoa sempre pode fazer mais uma peça'', destaca.(R.C.F.)

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