Arquiteta luta na Justiça para obter medicamentos
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Portadora de hipertensão arterial pulmonar (HAP), a arquiteta Erica Eriko Watanabe Nishimura, 40 anos, luta há seis meses na Justiça para obter o fornecimento de um dos medicamentos de alto custo indicados para o tratamento. A demora tem como conseqüência perda da qualidade de vida e até risco de morte.
A terapia é feita com uso de vaso dilatador, que é fornecido pelo Estado. O gasto com este medicamento seria de cerca de R$ 6 mil por mês. O uso do Bosentana, que é o importado e o mais indicado, custaria R$ 13 mil mensais, mas o fornecimento não está sendo feito com a rapidez necessária pelo poder público.
A arquiteta tem dificuldades para caminhar em subidas íngrimes e até conversar quando a pressão atinge níveis mais altos. A situação é ainda mais incômoda para quem, como Erica, sempre praticou esportes, como o vôlei. O uso desses remédios proporcionaria melhoria da qualidade de vida e estenderia a expectativa de vida e a possibilidade de descoberta da cura, afirma.
O primeiro passo para obter o medicamento de alto custo é protocolar o pedido junto à Secretaria de Estado da Saúde. Só que o caminho mais rápido é uma ação na Justiça contra o poder público. Segundo o advogado dela, Augusto Luppi Ballalai, o pedido de fornecimento foi concedido pelo juiz da 3ªVara Cível de Londrina, mas um agravo de instrumento do Governo do Estado foi aceito em Curitiba, no Tribunal de Justiça. Estou aguardando a notificação oficial para recorrer dessa decisão, informa.
Outro problema apontado pela paciente é que cerca de dois anos passaram-se da primeira consulta com o especialista até o diagnóstico. A identificação da doença representou um susto para a família, uma vez que a primeira informação é que seriam necessários transplantes de pulmão e de coração.
A doença é grave e rara, mas relativamente nova. De acordo com a paciente, as pesquisas têm progredido bastante em pouco tempo. O problema maior é quando o diagnóstico ocorre tarde e o tempo para obter o medicamento na Justiça é muito longo. Tenho fé que um tratamento seja descoberto logo, ressalta.
A Secretaria de Saúde informou, através da assessoria de imprensa, que uma análise do estoque de medicamentos e da lista de quem usa a Bosentana será feita na segunda-feira para definir a possibilidade de deslocamento de unidades para atendimento dos pacientes.


