Arquidiocese vende capela e
comunidade impede mudança
Albari RosaNeide Leontina Soares segura imagens de santos que estavam na capelaDe CuritibaA venda de uma capela situada na rua Hilda Amaral Visinoni, 341, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, criou um impasse entre e os fiéis que a utilizavam e a Mitra Arquidiocesana da capital. Integrantes da comunidade Padre Mário, como é chamado o conjunto onde a capela está situada, protestavam ontem, tentanto impedir que um caminhão de mudanças entrasse no local.
As pessoas acusavam de arbitrariedade o padre João Roberto Ceconello, da Paróquia São José Operário, responsável pela venda. ‘‘A capela foi vendida no dia primeiro de novembro, não deu nem tempo para o caseiro procurar outro lugar para morar’’, protestava Arciso Wolf, coordenador da comunidade. ‘‘Enquanto o padre João Ceconello não receber a comunidade, nós vamos fazer as orações na rua mesmo’’, ameaçava Neide Leontino Soares, empunhando imagens de santos que estavam na capela.
Os manifestantes reclamavam também que tudo que ali havia fora construído com o esforço e as doações da população. ‘‘Agora eles vendem tudo sem consultar ninguém’’, queixava-se Waldemar Bertolini, tesoureiro da comunidade. Ele exibia uma cópia do contrato de compra e venda da capela, onde constam como vendedores Dom Pedro Fedalto, arcebispo de Curitiba e o padre João Roberto Ceconello. Os compradores são José Nivaldo Fragallo e Aparecida Fragallo, que seria secretária da Paróquia São José Operário. O valor da venda foi de R$ 38 mil.
O representante do padre Ceconello, Higino Wolff Bodziak, afirma que tudo está de acordo com a legalidade. ‘‘Qualquer doação à Igreja passa a pertencer à Mitra’’, garantiu. ‘‘A Igreja não é democracia, é hierarquia’’, completou.

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