O termo ‘‘arquibaldo’’ é tão obsoleto no dialeto do futebol quanto ‘‘ripa na chulipa’’, mas não há dúvida de que o garoto do guarda-chuva é um típico representante da espécie. Por que, num dia de temporal, com o resto do estádio devidamente abrigado na parte coberta, o menino insiste em ficar tão perto do campo? Onde toma chuva, e, pior, tem uma visão pouco panorâmica do jogo? Simples: torcedor que é torcedor tem que ficar perto. A proximidade com o campo, seus cheiros e sons, dá à derrota um sabor mais amargo. Mas incrementa de forma inegável o gosto doce das vitórias. (Fábio Galão)

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