Arnaldo Buzato
não confirma
maus-tratos
O advogado Arnaldo Buzato Filho, que foi convocado para assistir ao depoimento do paulista Leovegildo Rodrigues de Souza Júnior, confirmou ontem que a prisão dele foi irregular e que a acusação de contrabando era infundada. ‘‘Realmente a prisão dele foi ilegal’’, argumenta Buzato Filho, que na época era membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR. No entanto, não observou nenhuma espécie de tortura.
Buzato Filho argumenta que não deveria ter sido chamado para acompanhar o advogado, mas como era amigo do delegado adjunto, Olavo Romanus, e a Polícia alegava que não conseguia encontrar o presidente da entidade, ele foi representar a OAB na delegacia. ‘‘A alegação de que eu era amigo do Noronha é mentirosa. Eu era amigo do Olavo Romanus’’, justifica.
O advogado diz que acabou acompanhando o depoimento de Luiz Fernando Comegno, que supostamente teria sido torturado, porque o advogado Luiz Renato Crovador – que foi assassinado recentemente, em Curitiba – saiu minutos antes do depoimento. ‘‘Eu não entendi o porquê dele ter saído de repente.’’
Buzato Filho diz que não ocorreu qualquer tipo de tortura enquanto esteve dentro da delegacia. ‘‘O que posso dizer é que ele (Comegno) estava machucado, com o cabelo molhado e pequenas lesões na altura da cintura’’, conta. A explicação dada por Noronha para o fato foi de que Comegno teria resistido à prisão, o que forçou os policiais a agirem com mais rigor. Buzato Filho, deverá entrar com uma queixa-crime contra Souza Júnior por injúria, calúnia e difamação. ‘‘Se ele tem que imputar algo contra alguém, que seja contra o delegado e não contra mim’’, desabafa. (L.P.)

mockup