Armazém da Família é assaltado
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dois assaltantes armados invadiram, por volta das 8h40 da manhã de ontem, o Armazém da Família do Jardim Paranaense, no bairro do Alto Boqueirão, em Curitiba, e roubaram R$ 1.250,00, que estavam no cofre da gerência. Os bandidos renderam os seis funcionários que estavam no local, por cerca de 10 minutos, e fugiram levando o carro da gerente do estabelecimento. O veículo foi recuperado algumas quadras depois. Esse foi o primeiro assalto no local, nos últimos quatro anos. No entanto, somente este ano a unidade havia sido arrombada cinco vezes, durante à noite. Em 20 anos, o armazém foi assaltado outras oito vezes.
O crime aconteceu no momento em que o armazém recebia mercadorias. O estabelecimento abre suas portas aos consumidores às 9 horas da manhã. Dois guardas municipais, que começam a trabalhar às 8 horas, são responsáveis por fazer a segurança do local. Ontem, no entanto, um estava de licença médica e o outro chegou quando o assalto já havia terminado. Sônia Maria Geis, gerente do armazém e uma das pessoas rendidas, não sabe por onde os bandidos entraram, mas conta que a ação foi muito rápida. ''Eles entraram armados e mandaram todo mundo deitar no chão. Então me levaram até minha sala e roubaram o dinheiro'', relembra. Em seguida, os dois homens fugiram levando o automóvel de Sônia. ''Depois do que aconteceu, vamos trabalhar mais tensos'', comenta ela.
O Armazém da Família do Jardim Paranaense ficou fechado pela manhã, mas voltou a funcionar já no período da tarde com dois homens da guarda muncipal fazendo a segurança.
A segurança é um dos itens da pauta de reivindicações dos servidores municipais em greve. A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues, criticou a falta de segurança nos Armazéns da Família e o fato do local abrir as portas depois do assalto. ''Não é só salário. A paralisação também é por condições de trabalho'', comentou Irene.
Um dos guardas municipais que faz a segurança do armazém assaltado, não aderiu a greve, mas define as condições de trabalho como precárias. ''Há dois anos, um colega morreu em um armazém. De lá para cá, não melhorou nada'', reclamou.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal do Abastecimento informou que a reclamação não procede. Como qualquer comércio, os Armazéns da Família estão sujeitos a assaltos, mas, além da segurança de dois guardas municipais em cada unidade, há vigilância monitorada com alarme, portões com controle remoto e cofres de alta segurança. A secretaria informou, ainda, que o dinheiro é recolhido, diariamente, por empresa de transporte de valores.


