Armas são apreendidas em chácara
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2002
Emerson Dias Reportagem Local 
Investigadores da Polícia Civil de Londrina detiveram ontem cinco pessoas, três deles menores de idade, vivendo em uma chácara tida como esconderijo de gangues locais. Junto com os suspeitos, foram apreendidos quatro revólveres, uma espingarda e grande quantidade de munição.
A operação aconteceu às 6h30 de ontem. Comandados pelo delegado do 3º Distrito Policial (DP), João Almeida de Aquino, os policiais invadiram uma chácara próxima ao Pool de Combustíveis (Jardim Maria Lúcia, zona oeste). Foram autuados Paulo Manoel da Silva, 23 anos, Márcio da Silva, 24, e os adolescentes B.D.S, 16, P.H.S., 13, R.J.S, 17.
Eles foram enquadrados por formação de quadrilha e porte ilegal de armas, explicou Aquino. Segundo ele, a casa era usada como abrigo para os detidos e outros suspeitos que vivem na região.
Os irmãos Silva negaram a posse da armas e disseram que apenas receberam os adolescentes para protegê-los de gangues rivais. P.H.S também negou que vivesse na chácara e disse que se escondeu com os amigos por volta da meia-noite. Pedimos para o Paulão nos deixar entrar depois que um pessoal que estava em um monza atirou na gente. Não temos nada a ver com quadrilha, disse o menor, sem citar nomes.
O delegado do 3º DP discordou dos suspeitos e lembrou que as investigações sobre o local foram iniciadas há alguns dias. Márcio e R.J.S. são os principais suspeitos do homicídio ocorrido há uma semana no Jardim Maria Lúcia. Várias testemunhas reconheceram a dupla, afirmou Aquino, referindo-se ao assassinato do pintor Carlos Alberto Requia, morto com cinco tiros na noite do dia 16.
Não tenho nada a ver com essa morte. Decidimos nos armar porque estamos sendo perseguidos no bairro. Eles querem nos matar, negou o menor, sem especificar os motivos da perseguição. Os jovens denunciaram a existência de grupos com armamento pesado em diversos bairros das regiões norte e oeste de Londrina. Tem muito neguinho usando pistolas, escopetas e HKs (metralhadora israelense). Se nos virem andando na rua, estamos mortos, disse P.H.S.
Paulo e Márcio foram levados ao 2º Distrito Policial. Os adolescentes serão mantidos no Centro de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).


