Armas nas escolas preocupam autoridades
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quarta-feira, 05 de outubro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Quarenta e três armas de fogo foram apreendidas em escolas do Paraná em 2005. Em Londrina, o número chega a cinco. Duas delas em apenas uma escola estadual na Área Central nos últimos dias. Mesmo com um número reduzido em relação ao total de instituições de ensino e estudantes, as estatísticas preocupam as autoridades do setor de segurança pública.
O primeiro efeito prático é a inclusão da Escola Estadual Tiradentes, onde dois revólveres foram apreendidos desde 28 de setembro, na lista das instituições que passam por revistas rotineiras. A medida foi definida ontem em reunião entre a direção do Núcleo Regional de Educação (NRE) e da escola.
''Serão feitas revistas-relâmpagos dentro das salas de aula e arrastões nas proximidades. Nesse caso não adianta esperar uma reunião com a comunidade escolar. Precisamos salvaguardar a integridade física dos professores, equipe pedagógica, equipe de serviços gerais e, acima de tudo, dos alunos'', adiantou o chefe do NRE, Rony dos Santos Alves.
De acordo com dados do comando da Patrulha Escolar Comunitária, quatro das armas de fogo foram apreendidas nas escolas de Londrina e uma nas proximidades. Mesmo destacando que o número não é alto, o comandante do programa na cidade, aspirante Hugo César Veiga Woll, disse que a situação é preocupante.
''O número não é tão grande pelo número de alunos e de escolas. E é baixo porque os alunos não estão levando armas para o ambiente escolar, até por causa das revistas da Patrulha Escolar'', afirmou. Das 74 escolas estaduais de Londrina, 42 já passam por revistas nas salas de aula rotineiramente.
O programa conta com 18 policiais em nove viaturas nos horários de plantão (das 7 às 23 horas). Além das revistas de rotina e atendimento de ocorrências, a patrulha promove palestras para a comunidade escolar.
Para o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, as apreensões ''vêm demonstrar que houve atuação do Estado'' para garantir a segurança. Ele destacou que os donos dos revólveres devem ser localizados e também responsabilizados.
No entanto, a maior causa das ocorrências do tipo é, para especialistas em segurança, a omissão dos pais. De acordo com o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Alvino Aparecido Filho, a vigilância em casa é ''primordial.''
Já a promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Édina Maria Silva de Paula, disse que a vigilância deve ser feita rotineiramente, com os pais conferindo o material escolar na presença dos filhos. ''Não adianta a família fazer como avestruz e acreditar que os filhos nunca estarão envolvidos. Revistar o quarto do filho é um direito e um dever da família'', salientou.


