Armas legalizados irregularmente
Curitiba - Mesmo já tendo uma extensa ficha criminal, a Polícia Civil concedeu porte de arma ao suposto líder de quadrilha de roubos de cargas, Mário Fogassa, em março de 2000. De posse do documento autorizando a liberação do porte, o atual titular da Delegacia de Armas e Munições (Deam), Luiz Antônio Zavataro, confirmou, ontem, que Fogassa obteve a legalização mediante prováveis irregularidades.
Quando pediu o porte de arma, Fogassa já respondia a cinco processos por furto de veículos, dois por estelionato, ameaça, formação de quadrilha, roubo, extorsão e receptação.
Zavataro convocou uma entrevista coletiva para deixar claro de que assumiu a Deam em data posterior a da liberação do porte de arma para Fogassa, mas não quis se manifestar a respeito do suposto envolvimento dos policiais que o antecederam com a quadrilha de Fogassa. ''O corregedor vai identificar essas pessoas porque vai chamar todos que trabalhavam na época'', afirmou.
Zavataro frisou, no entanto, que não daria o porte de arma a Fogassa porque não havia no processo de liberação as certidões exigidas em lei que comprovassem sua idoneidade e a ausência de antecedentes criminais. O delegado afirmou ter criado uma ''centena de inimigos'' por não conceder portes ou armas. Ele disse sofrer pressão constante de políticos e secretários de Estado para ceder armas da polícia ou legalizar armas de pessoas com antecedentes criminais.
Fogassa tem, pelo menos, quatro armas registradas desde 1988 uma espingarda, uma carabina, um revólver e uma pistola 380. Apenas para a pistola o quadrilheiro tinha o porte de arma.





