Armamento pesado é comum
O delegado chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Miguel Stadler, afirma que a unidade não tem números especificados das apreensões por tipos de calibre, porém, ressalta que por se tratar de uma polícia que atua diretamente com o crime organizado, normalmente, o Cope apreende armas de grosso calibre em suas operações.
''Tratamos com quadrilhas de assaltos a banco, joalherias, que requerem uma especificação por parte dos marginais em termos de aparato, armamento. Eles se preparam, não para aquele eventual confronto, eles vem para o confronto. Então, quando realizamos uma operação, normalmente entre as armas que são apreendidas muitas delas, ou pelo menos a metade, são armas de grosso calibre. Normalmente são pistolas 9 mm, pistolas .40, fuzis e também metralhadoras'', diz.
Segundo ele, a maioria dos criminosos de outros estados já chegam no Paraná com armamento mais pesado. ''Aqui, quando constatamos o uso dessa arma, eles usam a fim de garantir a segurança durante a prática do roubo e o próprio manuseio delas em frente às vitimas a fim de intimidar'', explica.
Além disso, o delegado diz também que as armas, assim como veículos roubados ou até mesmo drogas, são utilizados como ''moeda'' pelos bandidos. ''No meio marginal eles usam esses aparatos como forma de troca. Mas, temos tido um exito muito grande na prisão dessas quadrilhas e a maioria desses roubos conseguimos identificar a autoria e se não prendemos todos, pelo menos a maioria são presos. (F.B.)





